As chances de o presidente Lula reenviar a indicação de Jorge Messias ao Senado para uma vaga ao STF (Supremo Tribunal Federal) antes das eleições reduziram-se significativamente após a operação que teve como alvo o líder do governo no Senado.

A avaliação no Palácio do Planalto é que Jaques Wagner (PT-BA) é o principal fiador de Messias no parlamento e que ele sai enfraquecido da operação que apura fraudes do banco Master. Assim, fica mais difícil garantir uma boa articulação no Senado nos próximos meses.

O presidente Lula já repetiu que pretende reenviar o nome de Messias por entender que ele tem capacidade de ser ministro do STF. O próprio advogado-geral da União já se colocou à disposição do presidente.

Alguns aliados, no entanto, dizem que é preciso calcular o risco de derrota. Uma eventual indicação antes das eleições pode gerar um novo revés, com impacto direto no processo eleitoral.

O nome de Messias foi rejeitado pelos senadores em meio à relação conturbada entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Os dois ainda não se falaram após a derrota histórica imposta ao governo.