Ministro afirma que a orientação do governo é continuar as investigações envolvendo o Banco Master José Guimarães, ministro das Relações Institucionais — Foto: Gesival Nogueira Kebec/Valor O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), terá "todo o direito e proteção" para dar sua versão sobre os fatos, após ter sido alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). Segundo ele, a orientação da gestão federal é para continuar as investigações envolvendo o Banco Master, "doa a quem doer". "Nós queremos que, doa a quem doer, que as apurações sejam feitas. Com relação ao nosso senador Jaques Wagner, é uma liderança importante e ele terá todo o direito e a nossa proteção para ele se explicar e dar a versão dele sobre esse fato", afirmou o ministro nesta tarde, durante participação de agendas em Sergipe. "Buscar cada vez mais a transparência, que é uma atitude do nosso governo. Transparência total, investigação total", complementou. "Nós queremos que tudo seja apurado ao rigor da lei, com direito ao contraditório, à autodefesa, mas não vamos botar nada para debaixo do tapete." Ele defendeu, ainda, que as investigações aconteçam com "rigor" e defendeu a autonomia da Polícia Federal (PF) nas apurações. "Recebemos [a notícia da nova fase da Operação Compliance Zero] com a absoluta naturalidade, porque no nosso governo a Polícia Federal tem a autonomia para investigar, apurar tudo", comentou. Segundo a PF, Jaques Wagner teria atuado em temas de interesse do Banco Master no Congresso, como crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB). As ações estão destalhadas na decisão do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) da investigação do Master e que autorizou as medidas de busca e apreensão da PF. Segundo o ministro da Corte, a PF descreveu conversas por telefone e por mensagens entre Wagner e o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Ferreira Lima, que indicam que o senador não seria “mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado”.
Guimarães diz que Wagner tem 'todo direito e proteção' para dar sua versão
Ministro afirma que a orientação do governo é continuar as investigações envolvendo o Banco Master












