0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Jaques Wagner, líder do governo, durante entrevista — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo A declaração de Jaques Wagner (PT-BA) de que seguirá como líder do governo foi vista por petistas e ministros como uma tentativa de se proteger das investigações da Polícia Federal no caso Master. Em entrevista à Bandnews, após ser alvo de busca e apreensão, o senador disse que só deixará o posto se Lula pedir. Ainda fez questão de dizer que o presidente lhe telefonou para prestar solidariedade. A avaliação desse grupo é que, com a declaração, Wagner traz Lula para a crise enquanto busca se blindar. Lideranças do governo e do PT fazem a leitura de que, no posto de líder, o senador acredita que a PF e o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), terão mais cautela com a sua investigação. Como informou a coluna, uma ala do governo e do PT defende que Jaques Wagner deixe a liderança do governo por iniciativa própria, para não contaminar o presidente. O senador já deixou claro que não facilitará o caminho de Lula. Jaques Wagner foi alvo de uma nova fase da operação que mira o escândalo de Daniel Vorcaro e do Banco Master. Segundo a PF, ele teria sido destinatário de “vantagens econômicas” pagas por integrantes do Banco Master. Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles, que teria custado R$ 63,3 mil.