Relatórios de inteligência financeira citados na decisão indicam que a influenciadora movimentou cerca de R$ 27 milhões em suas contas bancárias. A análise aponta o uso de técnicas típicas de lavagem de dinheiro, como pulverização de depósitos, utilização de "laranjas" e inconsistências em declarações fiscais. Deolane Bezerra durante viagem a Dubai, em dezembro de 2025 — Foto: Reprodução/Instagram Segundo o Ministério Público, a influenciadora recebeu os repasses de uma transportadora de cargas controlada pelo PCC, com sede em Presidente Venceslau (SP). A denúncia aponta que Everton de Sousa, conhecido como "Player" ou "Temer" e operador financeiro de Alejandro Herbas Camacho Junior (irmão de Marcola), era quem coordenava os repasses. A investigação também menciona áudios enviados por Deolane a uma diarista, que teriam demonstrado que parte dos valores atribuídos ao PCC eram armazenados em imóveis da influenciadora e dos filhos dela. A Justiça determinou o sequestro de bens de alto valor da investigada, como carros de luxo registrados em seu nome ou em empresas vinculadas a ela. Entre os veículos listados estão uma Lamborghini Huracán, uma Mercedes-Benz AMG G63 e uma Cadillac Escalade. Polícia entrou pela janela de casa para prender Deolane 🔎 Ao aceitar a denúncia do Ministério Público, a Justiça torna a pessoa ré e dá início à ação penal. Isso não significa que ela foi condenada. A partir dessa decisão, o processo segue para a fase de produção de provas e apresentação da defesa, até que a Justiça decida se o acusado é culpado ou inocente. A decisão foi do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. A influenciadora está presa preventivamente desde 21 de maio de 2026 em Tupi Paulista (SP). Além de Deolane e Marcola, também se tornaram réus Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e Everton de Sousa. Em nota conjunta, os advogados Aury Lopes Júnior, Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes defenderam a inocência de Deolane e disseram que vão utilizar "todos os meios de prova necessários ao esclarecimento do caso, afastando qualquer alegação de ilicitude ou conduta criminosa". Ainda segundo a defesa, a influenciadora não tem "qualquer vínculo com o crime organizado" e seus rendimentos possuem origem lícita e regularmente declarada.