Nos bastidores, aliados dizem que Jaques Wagner precisa dar explicações
A operação da Polícia Federal (PF) contra o líder do governo no Senado Federal, Jaques Wagner (PT-BA), nesta quinta-feira (18), indica que lideranças ligadas ao governo Lula e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) trabalharam pela aprovação da chamada “emenda Master”, que ampliava o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a "9ª fase da Operação Compliance Zero", autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão traz relatos da Polícia Federal que indicam como o senador teria atuado em favor do Banco Master. (entenda mais abaixo)
A emenda foi apresentada pelo ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, senador Ciro Nogueira (PP-PI), e, segundo a PF, contava com o líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado, Jaques Wagner (PT), como um de seus articuladores.
Em 13 de agosto de 2024, Ciro Nogueira apresentou a sugestão de ampliação do FGC como uma emenda à PEC do BC. Na justificativa, o senador argumentou que o objetivo da mudança seria evitar o monopólio dos serviços para as instituições mais tradicionais e maiores.











