Fala do embaixador ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Brasil se tornou um lugar "perigoso politicamente" Embaixador Celso Amorim — Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados O embaixador Celso Amorim, assessor especial para assuntos internacionais da Presidência, disse hoje que o governo permanecerá "atento" a tentativas de influência externa nas eleições. A declaração ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Brasil se tornou um lugar "perigoso politicamente". "No Brasil, avançamos muito na compreensão do efeito da desinformação nas redes sobre o processo eleitoral. Permaneceremos atentos a tentativas de influência externa nas nossas eleições", disse o embaixador. Amorim participou do XXVI Seminário Ética na Gestão, promovido pela Comissão de Ética Pública. Ao comentar a declaração de Trump, após encerramento da Cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou respeito à soberania brasileira e disse que o líder americano pode ter suas próprias "preferências ideológicas". "Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania", pontuou o petista. "Para mim, ele pode continuar gostando do Bolsonaro. Do pai, do filho, do neto. Não tem nenhum problema. É um problema dele. Afinal de contas, gosto não se discute. Agora, não se meta nas eleições do Brasil", acrescentou. As declarações foram dadas na esteira das novas recomendações de imposição de tarifas que podem chegar a 37,5% sobre produtos brasileiros, resultado de investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre práticas comerciais e de trabalho no Brasil.
Celso Amorim diz que governo permanecerá ‘atento’ a tentativas de influência na eleição
Fala do embaixador ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o Brasil se tornou um lugar "perigoso politicamente"













