A seleção do Haiti foi mais do que OK na peleja contra a Escócia. Rum versus uísque. Compensou a falta de técnica com entusiasmo. Mas não foi nada OK a decisão da Fifa de vetar o uniforme do time caribenho. A camisa original vinha com a imagem da batalha de Vertières, em que o exército de escravizados derrotou as forças de Napoleão e conquistou a independência.
A imagem histórica foi interpretada como mensagem política. A ironia é que a Fifa inventou um prêmio de paz para Trump. Haja topete. O Haiti foi a única nação do mundo que tomou o poder com uma revolução de escravizados. Nesse aspecto, o Haiti não é aqui, já que o Brasil foi o último país do Ocidente a abolir a escravidão.
Na sexta-feira (19), essas seleções se encontram. A do Brasil não está OK, com Ancelotti refém do centrão formado por jogadores da bancada das bets e dos parças. Ainda menos OK foram as denúncias de abusos durante a presença militar brasileira no Haiti, de 2004 a 2017.
A expressão de duas letras tem várias origens possíveis. Uma delas, sabe-se lá porquê, tem a ver com o porto haitiano de Aux Cayes, cuja pronúncia é mais ou menos "okáie". A tradução seria "nas ilhotas". O fato é que deste porto partiam barcos com tonéis de rum para exportação. Bastante OK.
















