Pesquisadores usaram imagens de satélite para rastrear os sinais vitais de seis grandes cidades, detectando um "pulso urbano" distinto em cada uma delas. Foram analisadas Dubai, Lagos, Cidade do México, Mumbai, Seattle e Shenzhen.
A principal conclusão do estudo, publicado no dia 8 deste mês na revista PNAS (Proceedings of the National Academy of Sciences), é que a urbanização não é um processo suave e constante.
Historicamente, especialistas têm se baseado em dados agregados e pouco frequentes para documentar a urbanização, a exemplo de um censo, indicadores econômicos ou um mapa mostrando como a área de uma cidade mudou ao longo de uma década.
Mas, na avaliação dos autores do novo trabalho, essa abordagem oferece uma compreensão incompleta de uma cidade e pode deixar passar as nuances conforme uma metrópole evolui. Por isso, eles utilizaram uma nova forma de documentar, quase em tempo real, mudanças que se desenrolam em cada uma dessas cidades.
"Nos inspiramos no pulso humano, que nos fornece informações diferentes sobre nossa saúde", disse Zhe Zhu, autor principal do estudo. Ele é professor de sensoriamento remoto e diretor do Laboratório de Sensoriamento Remoto Ambiental Global no Departamento de Recursos Naturais e Meio Ambiente da Universidade de Connecticut (EUA).









