Tradicionalmente, o mês de junho é marcado por quermesses e festas que celebram santos como Antônio, João e Pedro. Em geral, evangélicos não frequentam essas festas e também não celebram ou creem em santos.

O culto a esses personagens teve seu início no século 2, em tempos de perseguição romana, com o testemunho dos mártires –servos de Deus que pagaram com a vida a fidelidade ao Senhor Jesus.

Segundo Marcos de Almeida, coordenador Acadêmico de Curso na Faculdade Teológica Batista de São Paulo, os mártires passaram a ser vistos como aqueles que produziram em seus próprios corpos os sofrimentos e a morte de Cristo.

A história registra ainda que eles tinham seus restos mortais guardados e os dias de sua morte celebrados.

"Em uma escalada crescente, esse memorial se tornou ato de invocação intercessória, impulsionado pela ênfase na transcendência e divindade de Jesus Cristo. Sutilmente, isso fez certo distanciamento entre o fiel e Deus Altíssimo", explica Almeida, que também é doutorando em Teologia Canônica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.