Diretor-executivo da agência disse que vários países estão revisando suas políticas energéticas, pois ficou claro que a hidrovia poderá voltar a ser fechada, já que o Irã a bloqueou durante a guerra Fatih Birol, diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), na Cúpula Mundial da Economia da Semafor, durante as reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington, DC, EUA, na terça-feira, 14 de abril de 2026 — Foto: Aaron Schwartz/Bloomberg O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, acolheu nesta quinta-feira (18) o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã e defendeu que o Estreito de Ormuz seja reaberto sem condições. Birol disse que vários países estão revisando suas políticas energéticas, pois ficou claro que a hidrovia poderá voltar a ser fechada, já que o Irã a bloqueou durante a guerra. A AIE discutirá novas estratégias com diversos países, já que a crise redesenhou o mapa energético global, afirmou Birol durante um evento em Istambul, acrescentando que a "confiança" é fundamental para os mercados globais de energia, onde os preços caíram desde o acordo de paz. O acordo prevê a reabertura do estreito por Teerã e a suspensão do bloqueio naval dos Eua ao Irã, o que poderá pôr fim à maior interrupção do fornecimento de petróleo da história. O estreito deve ser reaberto "sem condições" para que todas as partes "acreditem que é seguro", disse Birol, acrescentando: "Agora veremos os detalhes do acordo, o processo de negociação e o que acontecerá a seguir". "O vaso foi quebrado", afirmou. "Agora, todos os atores sabem que o Estreito de Ormuz foi fechado uma vez e pode voltar a ser fechado." A guerra contra o Irã, iniciada com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao país em 28 de fevereiro, bloqueou um volume estimado de mais de 14 milhões de barris por dia (bpd) da produção de petróleo do Oriente Médio, segundo a AIE.
AIE diz que Estreito de Ormuz deve ser reaberto sem condições
Diretor-executivo da agência disse que vários países estão revisando suas políticas energéticas, pois ficou claro que a hidrovia poderá voltar a ser fechada, já que o Irã a bloqueou durante a guerra













