Empresário Alan Cavalcante é um dos presos preventivamente em Minas Gerais na ação que investiga atuação de organização criminosa no setor de mineração A Polícia Federal cumpre dois mandados de prisão preventiva e seis de busca apreensão na segunda fase da Operação Rejeito/Contrassabotagem, deflagrada nesta quinta-feira (18), que investiga atuação de organização criminosa no setor de mineração. O Valor apurou que um dos presos preventivamente em Minas Gerais foi o empresário Alan Cavalcante. Na nova fase da operação, que teve apoio do Ministério Público Federal, por intermédio do GAECO/MPF-MG, foi determinada a suspensão das atividades das pessoas jurídicas envolvidas, por determinação de colegiado de magistrados da Justiça Federal em Minas Gerais, constituído para processamento e julgamento dos feitos relacionados. Na primeira fase da operação, a PF tinha como objetivo desarticular organização criminosa suspeita de atuar para neutralizar a ação estatal, mediante a prática de embaraço às investigações da Operação Rejeito e ao regular trâmite da ação penal vinculada à Operação Poeira Vermelha. Entre as condutas apuradas, destacavam-se o monitoramento de alvos e tentativas de obstrução de investigações oficiais. Agora, nesta nova etapa, as investigações indicaram que a organização criminosa teria contratado empresa para supostamente praticar atos de espionagem contra pessoas de interesse do grupo, incluindo autoridades públicas e particulares. Além disso, foram identificadas atividades sistemáticas de monitoramento de indivíduos, por meio de vigilância presencial, utilização de dispositivos de rastreamento e registros fotográficos, além da obtenção indevida de dados pessoais e sensíveis. A PF cita que, dentre as informações acessadas de forma ilícita, está a obtenção de dados como a de um juiz federal ao qual havia sido redistribuído processo envolvendo empresa ligada ao grupo investigado. O grupo ainda teria tentado contratar a realização de operações policiais simuladas (blitz). Da mesma forma, foram identificadas ofertas estruturadas, inclusive com precificação definida, para obtenção indevida de dados protegidos por sigilos bancário e telefônico. As investigações também apontam indícios de acesso indevido a sistemas restritos de órgãos de segurança pública. Conforme a PF, as investigados poderão responder, entre outros crimes, por embaraço à investigação de organização criminosa e violação de sigilos bancário e telefônico, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 16 anos de reclusão. — Foto: Divulgação/PF