A Sinovac, empresa de origem chinesa responsável pela Coronavac, primeira vacina contra a Covid-19 usada no Brasil, planeja investir US$ 100 milhões (cerca de R$ 520 milhões) no país ao longo dos próximos cinco anos. O objetivo é estabelecer uma operação local voltada tanto à produção de vacinas quanto a atividades mais amplas na área de biotecnologia, afirma Dimas Covas, cientista-chefe de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da companhia no Brasil.
Anunciados pelo menos desde 2024, os desembolsos devem ganhar forma. "Estamos propondo o inverso do que aconteceu até agora. As companhias saem do Brasil, nós vamos voltar e estar presentes de fato, com uma empresa de biotecnologia", diz Covas.
Em entrevista ao programa C-Level, Covas, a cara do Instituto Butantan durante toda a pandemia, afirmou que a Sinovac pretende produzir no Brasil duas vacinas —contra a raiva humana e a varicela (catapora) —por meio de um acordo já firmado com o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). Inicialmente, os imunizantes são importados, enquanto o Tecpar assume gradualmente a produção.
Segundo Covas, a transferência de tecnologia já está em andamento, em um processo que deve ser concluído em até dez anos, conforme previsto no acordo de parceria (PDP). "Essa velocidade pode ser até mais rápida, dependendo do parceiro e dos investimentos que o governo fizer", afirma.









