A Toyota anunciará, na tarde desta sexta-feira, 29, que a inauguração de sua nova fábrica em Sorocaba (SP) está prevista para o início de novembro. Trata-se da segunda unidade da montadora japonesa no Estado, erguida ao lado de outra e que faz parte do ciclo de investimentos de R$ 11 bilhões até 2030. Segundo a empresa, a nova operação está preparada para receber as linhas de novos modelos e tecnologias, como os sistemas híbridos. Paralelamente, a Toyota vai concluir, até o fim de junho, a transferência da produção do Corolla sedã de Indaiatuba (SP) para Sorocaba. “Trata-se de um passo decisivo para fortalecer nossa operação, gerar empregos e preparar a empresa para o futuro da mobilidade”, afirmou Evandro Maggio, presidente da Toyota do Brasil, por meio de nota. Na Toyota, já trabalham em torno de 6,5 mil funcionários. A expectativa é que, com a expansão industrial, sejam abertos mais 2 mil postos de trabalho até 2030. Com a segunda unidade, o complexo de Sorocaba ganha 160 mil m² de nova estrutura. Assim, o projeto vai além de uma simples transferência da antiga fábrica de Indaiatuba, em operação desde 1998. Trata-se de um salto mais agressivo que visa, também, ao abastecimento dos mercados da América do Sul a partir das fábricas brasileiras. A fábrica de Indaiatuba tinha capacidade para produzir 70 mil carros por ano e a atual de Sorocaba, inaugurada há 13 anos, mais 155 mil. Espelhada na primeira, a segunda fábrica terá capacidade anual inicial de 100 mil unidades. O projeto prevê elevar a capacidade para 268 mil veículos no país, o que significa quase triplicar o volume em relação a 2016. O espaço fabril total em Sorocaba passará de 145 mil metros quadrados para 305 mil. Além do Corolla sedã, em Sorocaba 2, como é chamada a futura fábrica, será produzido um novo modelo ainda mantido em sigilo. Em Sorocaba 1, continuará a funcionar a linha do Corolla Cross e a do Yaris Cross. Todos os carros produzidos no país terão versões híbridas. Com essa inauguração, a direção brasileira da Toyota sai um pouco do trauma que ficou depois que um forte temporal, em setembro de 2025, destruiu a fábrica de motores em Porto Feliz, vizinha a Sorocaba. Foi um episódio climático fora do comum que a Defesa Civil chamou de microexplosão. Um galpão foi alugado para proteger as máquinas. Naquela mesma semana, os empregados haviam passado por treinamento de evacuação que a empresa faz com frequência e conseguiram sair do local aos primeiros sinais da ventania. Naquele momento, as linhas brasileiras chegaram a ser abastecidas por motores fabricados por três fábricas da Toyota do Japão. A fábrica de motores ainda está sendo reconstruída.