Durante décadas, a Bolsa foi o lugar onde investidores participavam das grandes histórias de crescimento. Empresas ainda pequenas captavam recursos, expandiam seus negócios e permitiam que milhões de pessoas acompanhassem boa parte de sua trajetória de valorização.

Hoje, cada vez mais, a Bolsa está se tornando o lugar onde essas histórias chegam depois de já terem acontecido.

Após o IPO (emissão pública inicial de ações) da SpaceX, investidores já especulam sobre futuras aberturas de capital da OpenAI e da Anthropic. Se isso acontecer, algumas das empresas mais valiosas do mundo poderão estrear no mercado nos próximos anos valendo centenas de bilhões ou até trilhões de dólares.

A expectativa em torno dessas operações vai muito além da curiosidade sobre quanto suas ações podem valer. Ela revela uma transformação silenciosa do mercado financeiro: as maiores empresas do mundo estão permanecendo privadas por muito mais tempo.

Foi justamente esse fenômeno que levou Aaron Mulvihill, estrategista global de investimentos alternativos do JPMorgan, e Grant Papa, analista de pesquisa, a publicar um relatório avaliando os possíveis impactos dos chamados mega IPOs sobre os índices de mercado e as carteiras dos investidores.