0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fabricas — Foto: Maria Isabel Oliveira / O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 14:51 Crescimento Econômico Abaixo do Esperado: Desafios à Vista em 2026 O IBC-Br do Banco Central indica um crescimento econômico de 0,5% em abril e 0,9% no ano, mas abaixo das previsões. A economia segue aquecida, porém os juros altos e a guerra entre EUA, Israel e Irã freiam o ritmo. A Selic deve cair 0,25 ponto, mas o cenário global afetado pelo conflito e a inflação persistente limitam reduções agressivas. A expectativa é de um 2026 desafiador, agravado por um possível El Niño intenso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os dados do IBC-Br divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central mostram que a economia continua crescendo sim, mas menos. O índice subiu 0,5% em abril e acumula alta de 0,9% no ano, sem ajuste sazonal. No trimestre encerrado em abril de 2026, em comparação com o trimestre encerrado em janeiro deste ano, o IBC-Br cresceu 1,2%. Cláudio Considera, economista do Ibre da Fundação Getulio Vargas (FGV), ressalta que o IBC-Br veio um pouco abaixo das estimativas do instituto, que projetava alta de 0,7%. Ainda assim, segundo ele, o resultado é positivo e mostra que a economia continua crescendo apesar das adversidades. Isso significa manutenção do emprego, da renda e do consumo. Além disso, este foi o maior resultado dessazonalizado desde novembro. Também é natural que o crescimento desacelere com essa alta taxa de juros. A Selic vem sendo reduzida lentamente e a expectativa é de uma nova queda de 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira. O plano era promover cortes mais expressivos neste ano, mas a guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã mudou significativamente o cenário global. O conflito afetou tanto a economia brasileira quanto a norte-americana, que também decidirá sobre a taxa de juros nesta tarde. A inflação voltou a ganhar força em diversas partes do mundo, pressionada pelos efeitos da guerra. A economia, portanto, ganhou algum fôlego apesar do nível elevado dos juros. A pressão inflacionária continua presente, mas tem origem principalmente em fatores externos. Caso haja uma mudança no cenário do conflito, pode haver algum alívio nos próximos meses. Ainda assim, 2026 tende a ser um ano desafiador. No segundo semestre, soma-se a esse quadro a ameaça de um El Niño mais intenso. Diante desse cenário, o Banco Central tem pouco espaço para promover cortes mais agressivos na taxa de juros em meio a tanta incerteza e à deterioração de curto prazo de diversos indicadores econômicos.