A restrição ao aplicativo foi imposta com base em uma disposição da legislação indiana de tecnologia da informação O aplicativo de mensagens Telegram apresentou uma petição a um tribunal de Nova Déli contestando a ordem do governo indiano que bloqueou temporariamente o uso da plataforma, informou um site de notícias jurídicas nesta quarta-feira (17). A medida extraordinária de bloqueio do aplicativo entrou em vigor na terça-feira com o objetivo de conter canais fraudulentos que alegam ter acesso antecipado a provas aplicadas em um exame nacional para admissão em medicina. Os advogados do Telegram apresentaram sua contestação a um juiz da Alta Corte de Deli nesta quarta-feira, que concordou em analisar a petição da empresa em breve, segundo veículos de imprensa locais. O Telegram não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. O fundador do Telegram, Pavel Durov, questionou nesta quarta-feira a eficácia do bloqueio para impedir vazamentos e afirmou que a medida, em vez disso, pune os 150 milhões de usuários indianos da plataforma, e “não os responsáveis pelo vazamento do material dos exames”. Em maio, o governo indiano cancelou um importante exame de admissão para cursos de medicina após as autoridades informarem que investigavam alegações de vazamento das questões. O suposto vazamento da prova do exame de admissão para medicina, realizado por 2,3 milhões de estudantes, provocou protestos em várias regiões da Índia e pedidos de renúncia do ministro da Educação do país, Dharmendra Pradhan. A restrição ao Telegram foi imposta com base em uma disposição da legislação indiana de tecnologia da informação que permite ao governo bloquear o acesso a aplicativos de internet no “interesse da soberania e da integridade da Índia”. — Foto: Dima Solomin/Unsplash