Presidente afirmou ainda que poderá retomar uma campanha de bombardeios caso não fique satisfeito com o acordo O presidente dos EUA, Donald Trump, participa de uma reunião bilateral com o presidente egípcio, Abdel Fattah el-Sisi (não aparece na foto), à margem da Cúpula do G7 em Evian-les-Bains, França, em 17 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (17) que o memorando de entendimento sobre o Irã não é definitivo e que poderá retomar uma campanha de bombardeios caso não fique satisfeito com o acordo. "É um memorando de entendimento. E, se eu não gostar dele, voltaremos a atirar neles, a lançar bombas sobre suas cabeças. Se eu não gostar, se eles não se comportarem, voltaremos imediatamente a lançar bombas bem no meio da cabeça deles, certo?", disse Trump, durante a cúpula do G7, na França. Trump afirmou que o acordo preliminar com o Irã não inclui um alívio imediato das sanções ao país, acrescentando que falará sobre esse assunto mais tarde. O republicano acrescentou ainda que conversou com o líder da Síria, Ahmed al-Sharaa, sobre o combate ao grupo Hezbollah, aliado de Teerã. Na terça-feira, foram divulgadas informações relatando que o documento tem dispositivos que preveem tanto a permissão para que o Irã volte a vender petróleo imediatamente quanto a criação de um fundo privado de US$ 300 bilhões projetado para impulsionar investimentos na República Islâmica. Nesta quarta-feira, Trump também negou a existência do fundo, alegando que os EUA não estão investindo dinheiro nisso. O acordo foi anunciado por Trump, autoridades iranianas e paquistanesas no domingo. A assinatura do acordo, por sua vez, foi confirmada na segunda-feira pelo presidente americano. Já a cerimônia de formalização do texto está prevista para ser realizada nesta sexta-feira, em Genebra, na Suíça.