Seja no modelo formal, com carteira assinada, ou em contratações mais flexíveis, Sergio Zimerman, fundador da Petz, diz que a definição da escala de trabalho deve atender a vontade individual dos empregados e empregadores.
"Está tudo bem querer trabalhar menos, mas tem quem queira trabalhar mais. Se a Constituição proíbe isso, as pessoas são levadas à informalidade", afirma.
Apesar da posição do fundador, a empresa, que é a maior varejista do país no ramo dos animais de estimação, não realizou testes de carga horária alternativas entre os funcionários. Até o momento, eles trabalham na escala 6x1–seis dias de trabalho seguidos por um de descanso.
Em entrevista à Folha durante o Seminário Lide, em Barueri (SP), Zimerman disse que adotar a escala 5x2 —cinco dias trabalhados e dois de folga por semana—, com a consequente proibição dos regimes fora desse padrão, levaria o país "ao atraso". Ainda assim, considera importante a existência de políticas que reduzem a carga de trabalho para quem deseja.
A PEC do fim da escala 6x1 aprovada pela Câmara dos Deputados no final de maio acaba com esse modelo de trabalho e estabelece dois dias de folga por semana. O texto também reduz a jornada de 44 para 40 horas por semana. Aprovado em dois turnos pela Câmara, precisa ser analisado no Senado.







