A China publicou um documento que detalha sua Iniciativa de Governança Global, contrapondo-se às chamadas ações unilaterais e hegemônicas e reforçando o papel central da ONU (Organização das Nações Unidas), além de pedir a reforma total da entidade e de seu Conselho de Segurança, tema também defendido pelo governo por presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O documento afirma que o mundo vive um momento de crises inéditas, marcado por tensões geopolíticas e desigualdades econômicas, e ressalta a importância de dar mais voz ao chamado "Sul Global" e de estabelecer normas para setores emergentes, como de inteligência artificial.

"Não é uma questão de se o escolhemos ou não, o multilateralismo é o único caminho viável a seguir", diz o texto, publicado na manhã desta quarta-feira (17), no horário local, noite de terça-feira (16), em Brasília.

A nova publicação não cita os Estados Unidos nominalmente, mas é lançada em um contexto em que a China tem se colocado como pivô diplomático e buscado atrair aliados para conter as ações do presidente americano Donald Trump, que impôs tarifas unilaterais a diversas nações e foi protagonista de operações militares, como a invasão do Irã e a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.