Com menos de 1% de atas pendentes na apuração das eleições presidenciais do Peru, apenas 90 mil votos separam a líder, Keiko Fujimori, de seu adversário, Roberto Sánchez. A disputa opõe dois projetos de país —ao menos no papel.

Na prática, sabe-se que o Congresso, ainda mais fortalecido pelo restabelecimento do Senado em julho, dará as cartas em qualquer que seja o governo. Os nove presidentes que passaram pela Casa de Pizarro na última década, quatro derrubados pelo Legislativo, são prova disso.

De qualquer forma, as principais diferenças nos planos de governo estão na segurança, área em que a populista de direita evoca a memória de seu pai, o ditador Alberto Fujimori (1990–2000), e reforma do Estado, na qual Sánchez propõe uma nova Constituição para fundar um país plurinacional. A promessa foi herdada de seu padrinho político, o ex-presidente preso por tentativa de golpe Pedro Castillo (2021–2022).

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A newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora e jornalista Sylvia Colombo