"Comer bacalhau para Portugal ganhar." O anúncio da maior rede de supermercados do país lusitano evoca uma superstição e exala otimismo para esta Copa.

Pela primeira vez desde o longínquo 1966, Portugal vem sendo incluído no rol de favoritos ao Mundial pela maior parte dos especialistas, ao lado de Espanha, França, Argentina e Inglaterra. A seleção estreia nesta quarta (17), às 14h, contra a República Democrática do Congo, pelo Grupo K.

Em 1966 Portugal tinha Eusébio, o lendário Pantera, e acabou em terceiro lugar no Mundial disputado na Inglaterra. Sessenta anos depois, os gramados da América do Norte verão a última dança de Cristiano Ronaldo, maior artilheiro da história do futebol em jogos oficiais, recentemente eleito pela imprensa britânica como o maior jogador europeu de todos os tempos.

"Tecnicamente Lionel Messi é melhor que Cristiano Ronaldo, mas Ronaldo é mais importante para Portugal que Messi para a Argentina", diz João Nuno Coelho, escritor, sociólogo, comentarista esportivo e autor de vários livros sobre a importância do futebol para a cultura portuguesa. "Ele tem toda uma aura de ética, de trabalho, de esforço, de superação, com a qual a maior parte dos portugueses se identifica."