Em seu sexto Mundial, atacante tem a seu lado o melhor elenco já levado pela seleção, que estreia contra a RD Congo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cristiano Ronaldo disputará sua última Copa por Portugal — Foto: Alexandra BEIER / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 23:58 Cristiano Ronaldo encara última chance de vencer a Copa aos 41 anos com Portugal Cristiano Ronaldo enfrenta sua última e melhor chance de conquistar a Copa do Mundo por Portugal, aos 41 anos. A seleção estreia contra a RD Congo com um elenco forte, sob o comando do técnico Roberto Martínez. CR7, que já superou desafios em Copas anteriores, recuperou o status de titular e busca encurtar a distância para o milésimo gol. O zagueiro Rúben Dias é desfalque confirmado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Para um jogador cuja carreira foi moldada pelo desejo de quebrar recordes e ir além, ver-se diante do fim inegociável deve ser angustiante. Pois é esta realidade inadiável que Cristiano Ronaldo, agora aos 41 anos, enfrentará a partir de hoje, quando pela última vez iniciará uma campanha de Copa do Mundo com a seleção de Portugal. O primeiro adversário é a RD Congo, às 14h, em Houston, nos Estados Unidos. Se o tempo joga contra Cristiano, o campo está do seu lado. Afinal, sua última chance de conquistar o título inédito para Portugal é, também, a melhor. Desde que o atacante deu seus primeiros chutes em Mundiais, num já distante 2006, teve conjuntos mais ou menos fortes em seu entorno, mas nenhum que pudesse integrar o pool de favoritos à taça, como ocorre agora. Nesta jornada que, se vitoriosa, terá oito capítulos, o primeiro deles tem a missão de refazer a última impressão deixada por CR7 em Copas. Há quatro anos, ele foi ejetado do time titular em plena campanha pelo técnico Fernando Santos, com quem entrou em litígio. A substituição no comando da seleção, agora a cargo do espanhol Roberto Martínez, entretanto, fez bem ao repertório coletivo português e também à sua principal estrela. Ainda que CR7 tenha sofrido arranhões durante a última Eurocopa — não balançou as redes e viu o time cair nas quartas de final para a França —, recuperou o status de titular. Ele começou jogando em 31 dos 33 jogos em que esteve disponível com Martínez e marcou 25 gols. Talvez o mais importante deles tenha sido o que levou a final da Liga das Nações, contra a Espanha, para a prorrogação. Portugal foi campeão nos pênaltis. Martínez, em entrevista ontem à noite, foi evasivo ao comentar a possibilidade de alternar entre Cristiano Ronaldo e Gonçalo Ramos como centroavante titular. Limitou-se a dizer que esse tipo de decisão precisa ser tomada no dia a dia, considerando-se o aspecto físico e o nível do adversário. Mas fez questão de exaltar a entrega do astro, que disputa uma Copa do Mundo pela sexta vez na carreira e que tem sido figurinha recorrente em seus onze iniciais. — Cristiano é, mais uma vez, um exemplo. É o seu sexto Mundial, mas a nível interno parece o primeiro: em intensidade, em força emotiva, na importância de ajudar o grupo... — elogiou Martínez. — Ele é um jogador vital, finalizador e abre espaços para outros jogadores. Seus números refletem a importância que tem. Cristiano também recuperou momentum no universo de clubes. Quando transferiu-se para o Al-Nassr, da Arábia Saudita, em 2023, levantou dúvidas sobre sua capacidade de manter-se globalmente relevante enquanto desbravava a bilionária periferia da bola. Às vésperas da Copa, porém, ele conquistou seu primeiro título nacional no Oriente Médio e acelerou a contagem regressiva rumo ao milésimo gol. Faltam 27, de modo que bater a meta na Copa é virtualmente impossível, mas encurtar a distância no principal palco do futebol mundial há de ter o seu valor. Apoio dos companheiros para isso, ele terá. — Nesta seleção, quase todos crescemos a ver Cristiano jogar. Para nós, é uma honra tê-lo por perto. Acredito que também há nervosismo do lado dele, porque sabemos como é apaixonado por jogar por Portugal. Estamos preparados para ajudá-lo e para ajudar a seleção a ir o mais longe possível — projetou o meio-campista Bruno Fernandes. Para a partida contra o Congo, a seleção portuguesa tem uma baixa confirmada: o zagueiro Rúben Dias ainda se recupera de uma lesão e será poupado. — Ele não está 100%, não está apto para o jogo, e não é o momento de arriscar — resumiu Martínez, que pode acionar Tomás Araújo ou Renato Veiga, mas também não descarta adaptar Rúben Neves na função. (Colaborou Leonardo Siqueira, do Rio)