Com a Guerra da Ucrânia ultrapassando a Primeira Guerra Mundial em duração, os relatos da linha de frente e análises especializadas apontam que o conflito, mais uma vez, estagnou. Os avanços russos dos últimos meses diminuíram de ritmo, e os ucranianos chegaram a recuperar território perdido —enquanto negociações para o fim do conflito ainda parecem distantes.
Isso porque o presidente Vladimir Putin aposta no cansaço dos países europeus com a guerra, que então deixariam de financiar as Forças Armadas ucranianas e tornariam uma vitória completa da Rússia possível, diz o analista Tomasz Smura.
Membro do Fórum de Segurança de Varsóvia e diretor da Fundação Casimir Pulanski, o especialista polonês avalia que os objetivos de Moscou, apesar de esforços diplomáticos, continuam maximalistas: o reconhecimento internacional de territórios ucranianos capturados e o isolamento diplomático da Ucrânia, com a proibição de que o país faça parte da Otan e da União Europeia.
"A Rússia ainda acredita que pode atingir esses objetivos se simplesmente esperar mais alguns meses ou anos, apostando que a opinião pública europeia se cansará do conflito e encerrará seu apoio aos ucranianos", diz Smura, no Brasil para a 23ª edição da Conferência de Segurança Internacional do Forte.










