A decisão anunciada pelo governo de Vladimir Putin de escalar a guerra aérea contra Kiev coloca a Guerra da Ucrânia, iniciada pelo presidente russo há quatro anos e três meses, à beira de uma nova e perigosa fase.
Desde segunda-feira (25), quando a chancelaria russa pediu que estrangeiros deixassem a capital ucraniana, pois seriam alvejados centros de decisão, algo inédito até aqui, o clima é de expectativa de no mínimo a repetição do ataque da véspera, que empregou até dois supermísseis Orechnik.
"A situação na frente de batalha chegou a um impasse, e o avanço das Forças Armadas russas é mínimo. Era natural que Moscou recorresse ao que considera um último recurso para pressionar o inimigo. É o início da 'guerra das cidades'", disse à Folha Ruslan Pukhov.
Diretor de um dos mais prestigiosos institutos de estudos militares da Rússia, o privado Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias, Pukhov é insuspeito de simpatias ocidentais, mas adota um tom realista pouco ouvido no país de Putin.
"A Rússia optou por continuar e aprofundar a guerra, já que Putin aparentemente ainda acredita que pode alcançar seus objetivos maximalistas —o que aparentemente implica estabelecer um protetorado sobre toda a Ucrânia", afirmou.













