O ETF CHIP11, que reúne empresas de semicondutores, subiu 20,38% em maio e foi o fundo de índice com melhor desempenho da bolsa brasileira em maio. Mas ele não foi o único a se beneficiar da onda de entusiasmo com a inteligência artificial. Outros três ETFs negociados na B3 registraram altas próximas de 20% no mês passado, todos com exposição a empresas de tecnologia. Após resultados trimestrais acima das expectativas por parte de grandes empresas de tecnologia, as ações de muitas dessas empresas subiram de forma considerável e levaram alguns dos principais índices de Wall Street a renovarem suas máximas históricas. Assim, os ETFs QQQ11, USTK11 e UTEC11, também ligados ao setor “tech” e à inteligência artificial, também registraram altas significativas no Brasil, segundo um levantamento feito pela Quantum. Mas afinal, quem são eles? O Buena Vista Nasdaq-100 High Beta (negociado pelo código QQQQ11) avançou 19,70% em maio e acumula valorização de 22,64% no ano. O fundo acompanha o índice Nasdaq-100 High Beta, composto por empresas de tecnologia e crescimento dos Estados Unidos com maior volatilidade. Na prática, isso significa exposição a companhias que costumam apresentar oscilações mais intensas, tanto para cima quanto para baixo, em comparação com a média do mercado. Outro destaque foi o Investo ETF MSCI US Technology (de código USTK11), que subiu 19,33% no mês e acumula alta de 16,84% em 2026. O produto replica um índice composto por empresas americanas do setor de tecnologia da informação, incluindo companhias de software, hardware, serviços de tecnologia e semicondutores. Por fim, o Trend ETF Bloomberg US 300 Technology (UTEC11) avançou 19,30% em maio e registra ganho de 17,08% no ano. O fundo investe em empresas americanas ligadas ao desenvolvimento de software, serviços de tecnologia da informação, processamento de dados, equipamentos tecnológicos e semicondutores. Por trás do desempenho dos três ETFs está a mesma força que impulsionou o CHIP11: a expectativa de que a inteligência artificial continue exigindo investimentos bilionários em infraestrutura tecnológica, centros de dados e capacidade computacional. Isso beneficia não apenas fabricantes de chips, mas todo o ecossistema tech. Ainda vale a pena investir? Embora o desempenho recente chame atenção, especialistas costumam alertar que retornos passados não garantem ganhos futuros. Antes de investir, é importante avaliar não apenas a tese de investimento, mas também características específicas de cada ETF. Um dos pontos que merece atenção é o número de cotistas. Quanto maior a base de investidores, maior tende a ser a liquidez do produto, o que facilita a compra e a venda de cotas no mercado. Nesse aspecto, o USTK11 é o mais consolidado entre os três fundos. Em maio, ele contava com cerca de 7,3 mil cotistas e patrimônio líquido de R$ 47,6 milhões. O QQQQ11, por sua vez, tinha 938 cotistas e patrimônio líquido de R$ 6,8 milhões. Já o UTEC11 reunia 824 investidores, mas possuía patrimônio líquido significativamente maior, de R$ 308,2 milhões. Para se ter uma base de comparação, alguns dos ETFs mais populares da bolsa brasileira têm centenas de milhares de investidores. Outro fator relevante é avaliar se a tese por trás desses fundos continua válida. E, ao que tudo indica, o mercado ainda acredita que sim. A inteligência artificial segue sendo uma das principais apostas do setor de tecnologia, com projeções de expansão dos investimentos em infraestrutura e componentes necessários para sustentar o avanço dessas ferramentas. Para o investidor que acredita que a IA continuará transformando a economia nos próximos anos, ETFs focados em tecnologia podem representar uma forma relativamente simples de obter exposição ao tema. Por outro lado, é importante lembrar que se trata de um segmento mais volátil e sujeito a oscilações maiores do que aquelas observadas em índices amplos de mercado.
IA impulsiona ETFs na B3: veja 4 fundos que avançaram quase 20% em um mês
Após resultados trimestrais acima das expectativas por parte de grandes empresas de tecnologia, as ações de muitas dessas empresas subiram de forma considerável e impulsionaram ETFs






