Mesmo em meio à guerra no Irã e à apreensão nos mercados globais, as Bolsas norte-americanas têm renovado recordes. Apenas em maio, os índices Nasdaq e S&P 500 renovaram as máximas históricas por 11 pregões cada, avançando cerca de 8% e 11% no acumulado do ano.
O desempenho dos índices reflete o entusiasmo dos investidores com empresas ligadas à inteligência artificial e à tecnologia. Apesar de impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio, os resultados robustos das gigantes do setor têm sustentado o apetite por ações nos Estados Unidos.
O cenário segue influenciado por impactos do conflito entre EUA, Israel e Irã no Oriente Médio. Iniciado no fim de fevereiro, o confronto interrompeu o fluxo pelo estreito de Hormuz, rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo e do gás natural comercializados globalmente.
A interrupção do fluxo elevou preços da energia e do petróleo, ampliando temores de maior aceleração da inflação e levando bancos centrais a adotarem postura mais cautelosa e favorecendo investimentos em renda fixa. Autoridades dizem que o acordo firmado entre EUA e Irã, anunciado neste domingo (14), para encerrar a guerra reabriria o estreito de Hormuz.
O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve os juros entre 3,5% e 3,75% em abril pela terceira reunião consecutiva, e a perspectiva é de manutenção do atual intervalo por mais tempo.










