Brasileiro tem denunciado o uso do estado americano de Delaware por envolvidos em fraudes tributárias no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula durante reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, na cúpula do G7 em Évian-les-Bains, na França. — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 12:39 Lula no G7: Combate ao Narcotráfico e Cooperação Internacional Durante a cúpula do G7, Lula defendeu o combate ao narcotráfico e à lavagem de dinheiro, destacando a importância de respeitar a soberania dos Estados. Ele criticou o uso do estado de Delaware para fraudes fiscais no Brasil. Lula também abordou o tráfico de armas e a classificação das facções CV e PCC como terroristas pelos EUA. Enfatizou a cooperação internacional e a necessidade de diálogo para enfrentar o crime organizado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após os Estados Unidos classificarem as facções criminosas CV e PCC como organizações terroristas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o seu discurso na cúpula do G7 nesta terça-feira para defender o combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. O presidente americano Donald Trump estava no encontro. O brasileiro também afirmou que o combate ao crime "deve levar em conta o respeito à soberania dos Estados". Lula tem denunciado ao governo dos EUA que criminosos envolvidos em fraudes fiscais no Brasil se utilizam do estado americano de Delaware para lavagem de dinheiro. — O enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da Interpol, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas — disse Lula, em seu discurso no encontro do G7 que acontece em Évian-les-Bains, na França. Em dezembro, durante uma ligação telefônica com Trump, Lula tratou sobre o uso do estado americano de Delaware para lavar dinheiro fraudado de impostos no Brasil. Na véspera da conversa, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, fez uma apresentação sobre as fraudes a Lula e a ministros em reunião no Palácio do Planalto. De acordo com investigações do órgão, o Grupo Refit teria movimentado R$ 72 bilhões em um ano para ocultar lucros por meio de offshores em Delaware, que é um paraíso fiscal. O governo brasiliero também vem cobrando empenho dos EUA para combater o envio de armas ao Brasil. Integrantes da gestão Lula afirmam que os contêineres que saem dos portos brasileiros para os Estados Unidos passam por raio-X, mas quando voltam ao Brasil não são inspecionados e, em muitos casos, trazem armas. No dia 28 de maio, os Estados Unidos anunciaram que decidiram classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio. "O seu alcance estende-se por toda a nossa região e pelo nosso país", disse Rubio em uma publicação no X. A nota no qual o anúncio foi feito afirma que os grupos são "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil". O texto afirma que PCC e CV foram classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Eles devem ainda receber a classificação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs) partir de 5 de junho de 2026. O governo brasileiro tentava evitar a classificação e vinha trabalhando para mostrar empenho do país no combate ao tráfico de drogas. Também considera que a decisão ameaça a soberania nacional. Lula tratou do tema no seu discurso desta terça-feira diante de Trump. — Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento. Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.