Informações foram tornadas públicas nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do STF A Polícia Federal encontrou uma arma raspada com um agente da própria corporação suspeito de atuar como "infiltrado" do ex-banqueiro Daniel Vorcaro na PF. O armamento irregular foi encontrado com Anderson Wander da Silva Lima quando ele foi alvo de um mandado de prisão na 6ª fase da Operação Compliance Zero, no mês passado. O policial é suspeito de atuar para consultar os sistemas internos da corporação para repassar informações sigilosas de interesse de Vorcaro e seus familiares. Segundo a investigação da PF, ele chegou a receber pedidos para consultar no sistema da PF investigações em andamento sobre Henrique Vorcaro, pai de Daniel e que também está preso. As informações foram tornadas públicas nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do STF, após o ministro Gilmar Mendes pautar para julgamento os processos que discutem as prisões de Henrique Vorcaro e de Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro. No caso do pai de Vorcaro, pesa contra ele a acusação de que seguiu bancando a milícia conhecida como "A Turma", que perseguia desafetos e realizava até ameaças contra os nomes indicados por Vorcaro mesmo após o grupo ter sido alvo da PF. No caso de Anderson Wander, a PF localizou na residência dele, no Rio de Janeiro, um revolver Taurus com numeração raspada, o que impede a identificação do armamento, além de munições. Perícia da corporação constatou que o revólver estava funcionando normalmente para realizar disparos. Diante disso, a PF acabou decretando também a prisão de flagrante contra Anderson. "Por força da raspagem, não foi possível verificar a procedência e regularidade da arma, uma vez ausente a numeração de identificação. A arma estava desacompanhada de documentação", diz o relatório da PF sobre o armamento encontrado com Anderson quando ele foi alvo da operação, em 14 de maio. Imagens de Daniel Vorcaro na prisão — Foto: Reprodução/g1
Policial infiltrado de Vorcaro na PF tinha arma com numeração raspada em casa
Informações foram tornadas públicas nesta terça-feira (16) pelo ministro André Mendonça, do STF














