Um elefante na sala. É assim que representantes da UE (União Europeia) se referem à China —muitas vezes sem nomear a nação— quando o assunto é transição energética, minerais estratégicos e terras raras, setores nos quais o país asiático é dominante no mundo.
Nas últimas duas semanas, a Folha conversou com diplomatas brasileiros e da Comissão Europeia que trabalham diretamente com o assunto. O diagnóstico é unânime: o continente europeu está ficando para trás de China e Estados Unidos na corrida por estes insumos, essenciais ao desenvolvimento de novas tecnologias.
É para tentar mudar este cenário que uma delegação europeia desembarca em São Paulo nesta quinta-feira (18).
A Europa investe cada vez mais em energias renováveis e carros elétricos, o que a torna dependente de outros países para abastecer sua indústria.
"O objetivo final da Comissão [Europeia] é apoiar a indústria europeia e diversificar as fontes essenciais para as transições digitais e de energia, e não repetir os erros que tivemos no passado", diz Cristina Lobillo Borrero, diretora de segurança energética e relações internacionais do departamento de energia.










