Zelensky se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; além do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A reunião ocorreu a portas fechadas, mas um diplomata francês que não quis se identificar afirmou à agência de notícias Reuters que os líderes do G7 concordaram que a dinâmica no campo de batalha agora favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer a Kiev mais recursos de defesa aérea. "Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia", contou Zelensky em entrevista à Reuters, acrescentando que voltou a pressionar os aliados pela adesão de seu país à União Europeia: "A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão". Questionado por jornalistas, Trump disse que a reunião havia sido "muito boa" e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra. Em um post na rede social X, com imagens do começo do encontro, Zelensky afirmou que os EUA concordaram em fornecer suporte e detalhou: "As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea - junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (...) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada". Volodymyr Zelensky e Donald Trump em conversa durante a cúpula do g7 — Foto: X / Reprodução Ataque a mosteiro foi último ato grande de guerra Ataque russo destrói telhado de mosteiro patrimônio histórico pela UNESCO em Kiev A ofensiva russa também deixou nove pessoas mortas, entre elas socorristas em Kharkiv e pelo menos 20 feridos na capital. Segundo a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 70 mísseis e 611 drones em uma das maiores ofensivas aéreas recentes, mirada principalmente contra Kiev, Dnipro e Kharkiv. A defesa ucraniana informou ter interceptado ou neutralizado eletronicamente 632 alvos (50 mísseis e 582 drones), mas pelo menos 20 mísseis balísticos e 27 drones atingiram 42 locais em todo o país. O telhado da Catedral da Dormição, que integra o complexo monástico de Kiev-Pechersk, pegou fogo e sofreu danos substanciais durante o bombardeio. O local, também conhecido como Mosteiro das Cavernas, foi construído entre os séculos XI e XIX (a partir de 1051) e é classificado como Patrimônio Mundial pela Unesco. A Rússia negou nesta manhã ter atacado o Mosteiro das Cavernas. Socorristas tentam apagar um incêndio na Catedral da Dormição do milenar Mosteiro das Cavernas, também conhecido como Lavra de Kyiv-Pechersk. — Foto: Evgeniy Maloletka / AP Em resposta, um ataque ucraniano com drones atingiu duas pontes que ligam a região de Kherson, controlada por Moscou, à península da Crimeia, anexada pela Rússia. O tráfego na região foi totalmente suspenso. Do lado russo, o Ministério da Defesa afirmou que suas defesas aéreas derrubaram 123 drones ucranianos durante a noite. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, utilizou sua conta na rede social X para repudiar o bombardeio, classificando-o como "um dos crimes mais graves da Rússia contra a cultura cristã até hoje". Zelensky também fez um apelo urgente aos países do G7 para que aumentem a pressão sobre o Kremlin e intensifiquem o envio de sistemas de defesa aérea para a Ucrânia. "É mais um crime contra a humanidade, contra a história e contra o cristianismo", condenou metropolita Epifânio, chefe da Igreja Ortodoxa da Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, condenou duramente a ação ao chegar para uma reunião de ministros da UE. "Isto é um patrimônio mundial da Unesco, o que equivale, para nós na França, como se a Catedral de Notre Dame ou a Basílica de Saint-Denis tivessem sido bombardeadas, o que é totalmente inaceitável", declarou Barrot.
Zelensky afirma que G7 discutiu novas sanções contra Rússia e apoia adesão da Ucrânia à União Europeia | G1
Após encontro com o ucraniano, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a reunião havia sido "muito boa" e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz.










