Nos relvados do Mundial de futebol há uma cor a destacar-se e não é nos equipamentos dos jogadores, mas sim nos seus pés. É o cor-de-rosa das chuteiras. A tendência de cor para este ano tem sido transversal, desde a equipa britânica à cabo-verdiana, e alastrou-se até à selecção portuguesa com nomes como Bruno Fernandes, Gonçalo Ramos, Pedro Neto ou Rafael Leão a calçarem chuteiras cor-de-rosa nos treinos da selecção em Miami. A explicação para o fenómeno é simples: o rosa é a cor que mais se destaca face ao verde do relvado, explicam as marcas desportivas.Além disso, as chuteiras são o único elemento que os jogadores podem usar do seu patrocinador pessoal, já que os equipamentos das selecções nacionais a competir neste Mundial de 2026 estão concessionados a uma marca. A Federação Portuguesa de Futebol tem uma parceria com a Puma desde o início de 2025, depois de ter encerrado o contrato de longa duração com a Nike. A marca alemã além de ter desenhado o equipamento principal em vermelho, também apresentou uma versão secundária em verde-água com um estampado de ondas, inspirado pela ligação de Portugal ao mar.Já as chuteiras dos futebolistas, além da Puma, são de marcas como a Nike, a Adidas, a New Balance ou a Skechers, mas em comum quase todas têm a tonalidade de cor-de-rosa, seguindo uma das tendências de moda do ano. E não é por acaso. Odinga Nimako, um dos responsáveis pela linha de futebol da Nike, explicou à The Athletic que as chuteiras coloridas são a preferência dos atletas nas grandes competições, não só porque se destacam, mas também porque “lhes dão confiança”. É como se o facto de arriscarem numa opção colorida mostrasse que são “suficientemente bons”, reitera.O cor-de-rosa, continua o responsável da Nike, é uma cor com “um grande nível de aceitação” e com que “uma grande audiência se identifica”, razão por que foi uma das tonalidades que a marca submeteu a testes no relvado. Sem especificar que outras cores foram analisadas, garante que nenhuma se destacou da mesma forma. “O rosa ajuda mesmo a destacar-se contra a relva verde do campo, quer se esteja na bancada ou a ver na televisão, garantindo que a visibilidade é boa”, argumenta, sem falar do simbolismo por detrás do rosa, uma cor interpretada na psicologia da moda como sinónimo de empatia, delicadeza e juventude.