Trabalho foi realizado em Salvador, na Bahia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem de dois protozoários de T. cruzi obtida por meio de microscopia eletrônica de varredura na plataforma de microscopia eletrônica da Fiocruz — Foto: Anissa Daliry e Maria de Nazaré Soeiro/Fiocruz/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 10:14 Estudo da Fiocruz revela presença silenciosa de Chagas em cães de Salvador Pesquisa da Fiocruz revela circulação silenciosa do Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, em cães de Salvador, BA. O estudo, realizado em bairros vulneráveis, mostra 5,1% dos cães infectados, sugerindo exposição cumulativa. Publicado na Acta Tropica, destaca a importância dos cães como sentinelas para o risco de transmissão em áreas com saneamento precário. Resultados são preliminares e indicam contato, não transmissão ativa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas e tipicamente presente no inseto conhecido como barbeiro, foi encontrado em cães da cidade de Salvador, na Bahia. Segundo novo estudo, encabeçado pela Fiocruz, 5,1% dos animais que testaram positivo para o parasita estavam nos bairros de Alto do Cabrito e Marechal Rondon. Também foi observada uma uma associação com a idade dos cachorros infectados, que tinham entre 5 e 15 anos (mediana de 8,5 anos), o que sugere uma exposição cumulativa. Outra informação descoberta pelos pesquisadores foram os padrões de transmissão localizados. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram amostras de soro de 290 cães em três bairros socialmente vulneráveis, incluindo os dois citados e Pau da Lima (que não apresentou cachorros infectados com Trypasonoma). O estudo, publicado na revista científica Acta Tropica, mostra evidências de circulação silenciosa do parasita na cidade baiana. Por isso, a equipe de pesquisadores ressalta que os cães servem como sentinelas eficazes para identificar risco de transmissão em áreas socialmente vulneráveis, que apresentam saneamento inadequado e condições ambientais que favorecem a presença de vetores. Além disso, por conta do baixo número de cães soropositivos e outros fatores importantes para pesquisa, esses resultados devem ser encarados como preliminares e sinalizadores de contato com o parasita, e não como uma confirmação de transmissão ativa. Quais são os sintomas da doença de Chagas? A doença de Chagas é transmitida aos seres humanos principalmente pelas fezes contaminadas de insetos conhecidos como barbeiros. O percevejo, ao picar o homem, elimina o parasita nas fezes, levando à contaminação. No entanto, de acordo com a Opas, a transmissão pode ocorrer também por transfusão de sangue ou transplante de órgãos, consumo de alimentos contaminados, durante a gravidez e o parto. É importante ressaltar que não existe literatura médica sobre uma possível transmissão direta de cachorros para humanos. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 70% daqueles que carregam o parasita permanecem de duas a três décadas na forma chamada de assintomática ou indeterminada da doença. Ainda assim, é importante estar atento aos sinais, que são: Febre prolongada (mais de 7 dias);Dores de cabeça;Aparecimento de gânglios;Crescimento do baço e do fígado;Alterações elétricas do coração;Inchaço na face ou nos membros;Fraqueza intensa;Manchas vermelhas na pele;No caso de picada do barbeiro, pode aparecer uma lesão semelhante a um furúnculo no local;Inflamação das meninges nos casos graves. Segundo a fundação, na fase aguda, os sintomas duram de três a oito semanas. Na crônica, os sintomas estão relacionados aos distúrbios no coração, no esôfago e/ou no intestino consequentes de complicações da doença. Para confirmar a infecção, a presença do parasita pode ser observada por meio de um exame de sangue comum. Existem métodos de análise diferentes a depender da fase da doença (aguda ou crônica), mas todos envolvem a coleta do material biológico. No caso da doença crônica, o médico pode solicitar ainda exames de imagem, como radiografias, ultrassonografias e eletrocardiogramas, para avaliar as possíveis complicações nos órgãos que costumam ser mais acometidos.
Fiocruz: pesquisa revela circulação silenciosa de 'Trypanosoma cruzi' em cães
Trabalho foi realizado em Salvador, na Bahia







