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Os órgãos reguladores de telecomunicações dos países da Comunidade de Língua Portuguesa (CPLP) estão reunidos em Cabo Verde em busca que soluções que ampliem o acesso à internet e garantam a segurança dos cabos submarinos de fibra ótica, responsáveis pela conectividade no mundo.Segundo o brasileiro Carlos Baigorri, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em termos de conectividade, o Brasil pode servir como exemplo, sobretudo para os países africanos, devido ao sucesso na oferta de internet, mesmo em áreas remotas.Ele afirma que, ao “abrir as porteiras” regulatórias, o país construiu “o mercado mais competitivo do mundo”, com cerca de 20 mil provedores de internet, muitos de pequeno porte. É essa oferta maciça, na visão de Baigorri, que faz com que o Brasil tenha “uma internet barata”.Mas, para o executivo, os países terão de investir pesado na educação, na literacia digital, para que as pessoas possam efetivamente tirar proveito da conectividade. Baigorri ressalta que, mesmo no Brasil, com sua ampla rede de banda larga, há milhares de pessoas que não sabem usar a internet. Quer receber notícias do PÚBLICO Brasil pelo WhatsApp? Clique aqui.O brasileiro, que foi indicado, com o apoio dos países lusófonos, para o cargo de secretário-geral adjunto da União Internacional de Telecomunicações (UIT), braço da Organização das Nações Unidas (ONU), chama a atenção para a necessidade de se criar uma governança global para proteção das infraestruturas de telecomunicações, sujeitas, inclusive, a desastres ambientais.Baigorri acredita que os países lusófonos podem atuar de forma mais coordenada para influenciar os debates globais sobre conectividade e transformação digital, com maior coordenação entre os reguladores, participação internacional e fortalecimento da voz do Sul Global.