Nascido na Inglaterra, atacante optou por defender a seleção francesa por identificação com lendas do passado, como Zidane e Henry 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Olise é um dos craques da seleção da França na Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 22:00 Michael Olise Escolhe Defender a França na Copa do Mundo de 2026 Michael Olise, atacante do Bayern de Munique, optou por representar a seleção francesa na Copa do Mundo, apesar de ter quatro nacionalidades possíveis. Nascido na Inglaterra e de ascendência nigeriana e argelina, Olise escolheu a França inspirado por ídolos como Zidane e Henry. Embora não domine o francês, seu talento em campo o torna uma esperança para o tricampeonato. O jogador também desperta interesse de grandes clubes europeus e busca superar barreiras culturais através do futebol. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Terra-natal de 99 jogadores que disputam a Copa do Mundo, a França, que estreia hoje, às 16h, contra Senegal, tem três convocados oriundos de diásporas: o goleiro Brice Samba, nascido na República Democrática do Congo, o centroavante Marcus Thuram, imigrante da Itália, e Michael Olise. Nascido em Hammersmith, distrito de Londres, na Inglaterra, o atacante de 24 anos do Bayern de Munique-ALE é uma das principais esperanças dos franceses para a conquista do tricampeonato mundial. Filho de pai nigeriano e mãe franco-argelina, Olise possui quatro nacionalidades, o que o permitiria atuar pela seleção da Inglaterra, da Nigéria ou da Argélia. No entanto, ainda que tenha feito as divisões de base no Arsenal, Chelsea e Reading, todos clubes ingleses, o ponta-direita priorizou a França por conta da idolatria a jogadores que se tornaram lendas pelo país. Aprendiz do idioma — Tive muitas conexões diferentes com a Nigéria, Argélia, França e Inglaterra. Mas escolher a França pareceu natural para mim. Cresci assistindo o futebol francês e admirando jogadores como Zidane e Henry. Em casa, tive três culturas por causa dos meus pais, e fora era a inglesa, onde cresci. Eu não precisei forçar essa mistura, ela já estava lá — explicou Olise em entrevista ao Daily Mail no ano passado. Por mais que tenha conseguido absorver a cultura francesa a ponto de desejar defender o país dentro das quatro linhas, um ponto que Olise enfrenta dificuldades até hoje é no idioma. É raro ver entrevistas do atacante em francês. O pouco domínio da lingua rende críticas no mundo do futebol. Ainda que nunca tenha morado na França e nem sequer atuado por um clube no país, Olise consegue construir sua identificação com o torcedor francês a partir do que melhor sabe fazer: jogar futebol. Atacante canhoto de técnica apuradíssima, o camisa 17 brilha com dribles e participações em gols. Na última temporada, foram cinco bolas na rede e uma assistência em nove partidas pela seleção. O auge da relação entre Olise e a França foi nas Olimpíadas de 2024. Titular do time que era comandado por Henry, o atacante se destacou com cinco assistências e dois gols em seis partidas no torneio na campanha do vice-campeonato. Após a derrota para a Espanha na final, o camisa 17 foi afagado com elogios do seu ídolo da infância. — Michael é um jogador diferenciado. Sente o jogo de uma maneira diferente, vê o jogo com o cérebro e não com os olhos — disse Henry. — Ele certamente será um dos melhores jogadores do mundo, está no caminho certo. Tudo o que ele faz é certo — corroborou Vincent Kompany, seu técnico no Bayern de Munique. Salário astronômico Autor dos três gols da vitória da França por 3 a 1 contra a Irlanda do Norte em amistoso realizado na semana passada, Olise esteve envolvido em rumores ligados ao Real Madrid. A imprensa europeia chegou a noticiar que o clube espanhol pretendia oficializar proposta de quase R$ 900 milhões ao Bayern de Munique para contrata-lo. Embora não tenha sido confirmado pelos espanhóis, o rumor fez a diretoria alemã se movimentar para valorizar ainda mais o atacante. Com vínculo até 2029, Olise terá seu contrato renovado com o Bayern até 2031. De acordo com o tabloide alemão Bild, a ideia da direção do clube é oferecer um salário anual de 25 milhões de euros (R$ 146,5 milhões). Mensalmente, os valores ultrapassariam a bagatela de R$ 12 milhões. Por mais que tenha caído nas graças dos gigantes europeus pelo desempenho dentro de campo, fora dos gramados Olise divide opiniões. Com postura “marrenta”, de quem pouco se importa com as coisas, o atacante foi criticado pelo povo brasileiro nas redes sociais após declaração em que disse não saber quem era o destaque da seleção de Carlo Ancelotti. No entanto, em outras situações, Olise parece ser apegado aos detalhes. É assim no xadrez, uma de suas paixões. Na modalidade, o atacante encontra a fuga para além do futebol. — Minha mãe me ensinou (a jogar) e me mostrou o básico. Quando fiquei mais velho, me interessei mais profundamente e continuei a me aprimorar. Gosto de pensar nas minhas jogadas, de estar ciente das consequências que meu próximo movimento pode ter. São momentos em que minha mente se liberta de tudo, até mesmo do futebol. Isso me faz bem de vez em quando — falou Olise. Rival da seleção francesa, o Senegal tem em Sadio Mané sua principal esperança ofensiva. Ausência na campanha das oitavas de final da Copa do Mundo de 2022 por uma lesão na fíbula da perna direita dias antes do torneio, o atacante está confirmado como titular da equipe que tem o zagueiro Koulibaly, ex-Chelsea, como capitão. — Somos o Senegal e queremos dar alegria para nossos torcedores e nosso povo. Em campo, os jogadores darão 100% para passar dessa fase, temos um grande passo amanhã contra a França, um time que chegou na final das duas últimas Copas do Mundo. Eles têm muito talento, mas esperamos fazer um grande jogo e estarmos prontos — disse o defensor.