Pesquisa liderada por cientista brasileira em Piracicaba (SP) quer entender como o sabor do uísque muda de acordo com o local onde a bebida foi envelhecida.

Financiado pela World Whisky Association (WWA), organização sem fins lucrativos criada para difundir o destilado, o estudo analisa o efeito de oito regiões na maturação de rótulos single malte, categoria produzida só com cevada maltada.

As amostras que estão em análise envelheceram, por exemplo, nas temperaturas negativas da Antártida, no calor do norte da Índia, nos ventos marítimos da Nova Zelândia e também no clima temperado da Serra Gaúcha, no Brasil.

Quem lidera a pesquisa é Aline Bortoletto, doutora em ciência e tecnologia de alimentos pela USP e CEO da Inovbeb, empresa de consultoria e pesquisa de destilados.

"Queremos entender o que muda dentro do barril a partir das interações do uísque com o ambiente externo. É a última etapa de produção da bebida e uma das mais importantes", afirma a pesquisadora.