0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A sommelière Elaine de Oliveira com o Página Sauvignon Blanc — Foto: Divulgação / Foto de Mit Inomata RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/06/2026 - 18:51 Vinhos de Lisboa: Diversidade Atlântica Conquista o Mercado Global Os vinhos de Lisboa, influenciados pelo Atlântico, destacam-se pela diversidade e frescor. A sommelière Elaine de Oliveira recomenda explorar essa região rica em história e beleza natural. A região, embora menos conhecida, é uma das que mais exporta vinhos de Portugal, com 80% da produção destinada ao mercado externo. Com nove denominações de origem, Lisboa é reconhecida pela alta qualidade de seus rótulos, incluindo espumantes, brancos, tintos e fortificados como o Carcavelos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com forte influência do Oceano Atlântico, os vinhos de Lisboa encantam pela diversidade e frescor. Embaixadora da região, a sommelière Elaine de Oliveira recomenda que as pessoas conheçam tanto os encantos regionais quanto os rótulos produzidos ali. Segundo Elaine, eles não perdem em nada para as outras regiões de Portugal. — É uma região que vale muito conhecer, uma das mais espetaculares. Ela tem mar, serra, castelos, conventos. Vá e fique duas semanas, porque uma é muito pouco. Assim você conhece todas as praias, como a de Nazaré, com as ondas mais altas do mundo. Vá a Fátima para rezar. Ficam lá o castelo de Óbidos e outros, além do Convento de Mafra, que é a coisa mais linda do mundo — explica ela, em degustação da Comissão Vitivinícola Regional de Lisboa (CVRL). O clima é influenciado pela cordilheira que percorre a região de Norte a Sul, com serras conhecidas como a do Montejunto, da Archeira e de Sintra. Os relevos e os vales recebem a brisa do oceano. Os ventos atlânticos são a assinatura da região porque trazem umidade e salinidade para os vinhedos. — Essa região é especial e diversa. Ela é um encontro. De um lado, tem o Atlântico, do outro lado, as serras que protegem toda essa região, e no meio, as vinhas, que são centenárias. Estão ali desde os tempos dos romanos. Encontramos muita personalidade nos vinhos. Eu poderia dizer que talvez não tem o estilo, mas tem uma assinatura, que é o Atlântico. Ele influencia todas as nove sub-regiões — detalha Elaine. Ela indica ainda que se provem os vinhos fortificados de Lisboa, da denominação Carcavelos: — O Carcavelos é um dos vinhos mais especiais de Portugal. Ele é um vinho fortificado, como é o vinho do Porto, da Madeira ou Moscatel de Setúbal. É uma experiência, um vinho de contemplação. Eu digo que não quero que acabe, bebo bem devagar para aproveitar cada momento. Carlos João: Região de Lisboa é uma das maiores produtoras de vinhos de Portugal — Foto: Divulgação / Foto de Mit Inomata Em visita ao Rio de Janeiro, Carlos João Pereira da Fonseca, vice-presidente da comissão, detalha que, apesar de a região de Lisboa produzir vinhos há muitos anos, não é tão conhecida em alguns mercados. — Mas é das regiões em Portugal que mais exporta em Portugal e das que mais vendem para o Brasil, embora muita gente diga que não conhece os vinhos de Lisboa. Somos líderes em mercados complicados e muito difíceis de entrar, como da Escandinávia, que têm monopólios estatais, Suécia, Finlândia e Noruega. Canadá, a mesma coisa, além dos Estados Unidos. Viemos ao Brasil para buscar maior reconhecimento aos nossos vinhos e tentar que não sejam só vinhos de supermercado. É óbvio que eu também gosto de vender nos supermercados, todos nós gostamos. Mas queremos que sejam reconhecidos pela alta qualidade e pelos vinhos com preço mais elevado. Carlos João destaca que a região de Lisboa é a que tem maior número de determinações de origem: — Nós mantivemos nove denominações, foi uma opção dos produtores. Isso mostra bem a diversidade de uma região que não é muito grande. Temos cerca de 20 mil hectares de terra de vinhas certificadas e produzimos anualmente 70 milhões de garrafas. Cerca de 80% vão para o mercado externo, que é a grande riqueza da nossa região. Os números não significam tudo, mas fazem-nos refletir e pensar naquilo que somos atualmente e naquilo que queremos ser no futuro. Daí a nossa aposta no mercado brasileiro. Uma aposta que tem dado alguns frutos, que nos tem permitido penetrar em alguns mercados e em alguns clientes especializados e que dão valor àquilo que a região produz. O espumante português Berbereta — Foto: Divulgação / Foto de Mit Inomata Confira dicas de rótulos da região EspumantesBerbereta Arinto & Chardonay - com as uvas Arinto e Chardonnay, de ÓbidosPét-Nat Pim Pam Pum - com Fernão Pires, de Encostas d'AirePét-Nat Pim Pam Pum Curtimenta - com Fernão Pires, de Encostas d'AireEspumante Quinta do Rol Chardonnay - com Chardonnay, de Lourinhã BrancosAdega Mãe Terroir - com as uvas Viosinho e Arinto, de Torres VedrasCarlota Imperetriz Reserva Arinto- com Arinto, de AlenquerMare et Corvus - com Malvasia, Fernão Pires e Chardonnay, de ColaresQuinta das Cerejeiras Grande Reserva - com Chardonnay, Arinto, Vital, de ÓbidosPágina Sauvignon Blanc - com Sauvignon Blanc, de ÓbidosColares Chitas Malvasia - com Malvasia, de ColaresCarlota Imperatriz Reserva Arinto- com Arinto, de AlenquerMare et Corvus - com Malvasia, Fernão Pires e Chardonnay, de ColaresRamilo Colares Borras - com Malvasia, de Colares TintosAdega Mãe Castelão - com Castelão, de Torres VedrasQuinta de Azueira VG Vingrand 2019 - com Castelão, Touriga Nacional, Aragonez, de Torres VedrasMarco Velho Premium 2015- com Castelão, Aragonez e Syrah, de Torres VedrasQuinta do Sanguinhal Grande Escolha - de Óbidos FortificadosCarcavelos Villa Oeiras Tinto - com Castelão e Trincadeira, de CarcavelosCarcavelos Villa Oeiras Superior - com Arinto, Galego Dourado e Ratinho, de Carcavelos