A Seleção Brasileira treinou nesta segunda-feira (15) em Nova Jersey e, à noite, descansaram no hotel. Nesta terça-feira (16), o treino será mais cedo e com uma novidade: alguns familiares dos atletas vão poder participar, acompanhar o treinamento. E, depois, eles serão convidados a almoçar com os atletas, algo que não aconteceu ainda nessa concentração - a CBF vai permitir isso. "É uma semana importante. A Seleção se prepara para enfrentar o Haiti na sexta-feira (19), e agente está de olho na situação do Neymar. É que na quarta-feira (17) vai completar um mês que ele se machucou na panturrilha direita pelo Santos e, também, vai dar o prazo estipulado pelo doutor Rodrigo Lasmar da recuperação dele, que seria de três semanas. Hoje, ele não foi a campo mais uma vez. Porém, não foi o único atleta que não conseguiu treinar de forma integral", conta o repórter Felipe Brisolla. Copa do Mundo: Seleção Brasileira vive expectativa de mudanças para o jogo contra o Haiti — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução O cansaço cobrou do corpo do jogador que mais correu na estreia da Seleção. Quase 12 km e uma bolha no pé direito, que fez Raphinha entrar em campo descalço nesta segunda-feira (15). Ele, Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães, os que mais apresentaram sinais de desgaste, fizeram uma atividade mais leve. Para Neymar, foi dia de mais um exame na panturrilha direita. A recuperação segue na academia e ainda sem bola. Depois do empate contra Marrocos, o clima começou com cobranças e autocrítica: “Crítica há que aceitar, quando a equipe não joga bem há de aceitar a crítica”. “Isso não deve tirar a nossa confiança de maneira nenhuma, inclusive o mister com certeza não gostou nada, nada daquilo que a gente fez no jogo, e nós também não”, afirma Alisson, goleiro da Seleção. Mas, por meio de uma rede social, Ancelotti adotou um tom motivador. Falou em alegria e orgulho de representar o Brasil e ressaltou que é só o começo da Copa: "Seguimos trabalhando e olhando para frente". Estímulo, sim. Mas sem esquecer a necessidade de ajustes. São seis jogos seguidos sofrendo gols, o que não acontecia com a Seleção havia sete anos. A jogada do gol do Marrocos mostra como todos os setores da equipe tiveram alguma falha. Tudo começou no ataque brasileiro. Uma bola perdida por Lucas Paquetá que a Seleção não conseguiu recuperar; a liberdade dada a Brahim Diaz no meio de campo; e a infiltração de Saibari entre os dois zagueiros para finalizar na saída de Alisson. “Olha, a gente também não pode ficar se apoiando muito em desculpas agora. A gente tem que buscar mais soluções do que ficar olhando para trás”, diz Marquinhos, zagueiro da Seleção. O técnico que nunca repetiu escalações na Seleção, ao que tudo indica, deve seguir com essa fórmula. E contra o Haiti, na sexta-feira (19), pode vir um novo Brasil na tentativa de reencontrar o Brasil de sempre. “Não podemos pensar que o time está perfeito no primeiro jogo. Tivemos esse resultado, que não é ruim, e vamos lutar no próximo jogo. A Copa do Mundo não se ganha no primeiro jogo”, afirma Carlo Ancelotti, técnico da Seleção. Comentários Paulo Nunes e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Renata Vasconcellos: Será que vem mudanças na Seleção para o jogo contra o Haiti? Quero saber qual é a sua expectativa.Paulo Nunes, comentarista: Tem que haver mudanças. A equipe mostrou nesse jogo que tem muitas dificuldades em todos os setores. Setor defensivo, provavelmente, para mim, o Danilo vai jogar porque entrou bem no segundo tempo. Você tem, no meio campo, o Danilo Santos pedindo passagem há muito tempo já. O Brasil errou muitos passes no meio-campo, e o Danilo tem um passe mais qualificado. E, na frente, a gente não pode esquecer do Endrick. O Endrick é um jogador que modifica qualquer jeito de jogar da Seleção Brasileira. Tem estrela, está buscando o seu espaço há muito tempo, e eu acredito muito que o Ancelotti, nesse jogo, vai utilizá-lo, Renata. LEIA TAMBÉM