Nenhum líder atinge objetivos sozinhos sem uma equipe alinhada ao negócio. Quem afirma isso é o diretor-geral da Editora Globo e Sistema Globo de Rádio, Frederic Kachar, durante o 26ª prêmio “Executivo de Valor”, que foi entregue nesta segunda-feira (15), em São Paulo. Nesta edição, a premiação destacou a força das lideranças, ea principal mudança foi a ampliação do júri, contemplando 21 principais consultorias que trabalham a alta liderança no país, sete a mais do que as 14 dos anos anteriores. "O mercado é muito dinâmico, o Brasil é repleto de talentos e, como em todos os anos, neste ano 13 vencedores vão subir a esse palco pela primeira vez", afirmou. Ele destacou ainda características comuns aos premiados, como a capacidade de adaptação diante das mudanças do ambiente de negócios, a formação de equipes autônomas e integradas e a habilidade de atrair e reter talentos. Outro ponto enfatizado foi a importância da liderança compartilhada com equipes fortes ao seu redor e familiares, que são parte fundamental da rede de apoio que sustenta trajetórias profissionais de sucesso. O executivo também fez questão de destacar a missão editorial do Valor: apurar fatos com isenção, analisar opiniões diversas e celebrar líderes que inspiram, contribuindo para a democracia e uma sociedade bem informada, distinguindo-se assim do jornalismo de panfletagem. "As histórias de cada um de vocês ajudam a melhorar outros negócios espalhados pelo país", disse, ao destacar que reconhecer boas práticas de gestão é tão importante quanto a cobertura diária de empresas, finanças e política realizada pela publicação. A diretora de redação do Valor e diretora editorial das publicações de segmentadas de economia e negócios da Editora Globo, Maria Fernanda Delmas, comentou ainda que, em um cenário cada vez mais incerto, as empresas que se destacam são aquelas que, mesmo sem ter todas as respostas, conseguem florescer graças ao direcional dado por bom líder a uma equipe alinhada à cultura do negócio. “Os CEOs devem manter sempre um espaço de aprendizagem e reflexão para processar os desafios e as pressões, que são inevitáveis”, disse. “A inteligência artificial é um apoio cada vez mais sofisticado para criar estratégias, mas não substitui a experiência, a intuição, o bom senso e a capacidade de leitura de cenários do tomador de decisões”, acrescentou.