Escuta ativa com crianças e adolescentes e busca por evidências estão entre os protocolos que, segundo especialistas, podem levar a soluções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Adolescente vítima de bullying — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 15:16 Aumento de 45% no bullying no Rio destaca desafios escolares Entre 2024 e 2025, o bullying por adolescentes no Rio cresceu 45%, com 40% ocorrendo em escolas. Desde 2024, bullying e cyberbullying são crimes no Código Penal. Especialistas recomendam ouvir vítimas e buscar evidências. Registros notariais e denúncias ao Conselho Tutelar são essenciais. A lei 14.811/2024 aumentou a visibilidade do tema, e a justiça restaurativa é sugerida para resolução de conflitos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dados do Instituto de Segurança Pública levantados pelo GLOBO apontam que, entre 2024 e 2025, o número de registros do crime de bullying cometido por adolescentes subiu 45% no Estado do Rio. A maior parte das agressões acontece em estabelecimentos de ensino: 40% do total. Desde o início de 2024, o bullying e a sua prática virtual constam no Código Penal como crimes de “intimidação, humilhação ou discriminação” praticados “individualmente ou em grupo, mediante violência física ou psicológica”, de forma verbal, moral, sexual, social, psicológica, física, material ou virtual. Para buscar soluções e evitar o sofrimento de crianças e adolescentes envolvidos, a primeira iniciativa é ouvir e acolher as vítimas. Agressões psicológicas podem ocasionar sequelas emocionais e físicas. Abaixo, veja um passo a passo de como lidar com os casos. Identificar evidências de que uma criança ou adolescente está sofrendo bullying é o primeiro passo para a busca de soluções. Procure conversar com professores e colegas de classe sobre sinais de agressões verbais, físicas, psicológicas ou busque provas virtuais. Especialistas recomendam que pais estejam sempre atentos ao que os filhos fazem na internet. Cantor americano, DJ carioca e dois argentinos em ascensão: Quem eram os passageiros mortos na tragédia aérea do Recreio Documente ou recolha provas de que a criança ou adolescente tem sido intimidado virtualmente ou em locais que frequenta, a escola por exemplo. Caso as ações aconteçam na escolas, procure a direção pedagógica. Caminhos secundários podem ser o acionamento do Conselho Tutelar que, em muitos casos, recorre a registros de denúncias em atas. Os registros em cartório também têm servido como provas. O Colégio Notarial Brasileiro/Seção Rio aponta um salto no número de registros: em 2022, foram 3.377 atas notariais para casos de bullying no Rio. Em 2025, os registros saltaram para 5.698. Vanele Falcão, tabeliã titular do 21º Ofício de Notas, crê que a Lei 14.811/2024 atraiu visibilidade para o tema, mas os registros ainda estão sendo descobertos pelas famílias como um caminho possível para a documentação: — Temos percebido um aumento da procura por atas notariais relacionadas às situações de bullying, cyberbullying, especialmente nos últimos meses. Isso acontece porque as pessoas estão entendendo que mensagens de WhatsApp, publicações em redes sociais, vídeos e outros conteúdos digitais podem ser apagados rapidamente e muitas vezes a vítima só procura ajuda quando o dano já aconteceu. Hoje, pais responsáveis e até escolas têm buscado orientação sobre como preservar essas provas de forma segura. Ata notarial permite que o tabelião registre oficialmente aquilo que está sendo exibido em um celular, em um computador ou rede social, dando autenticidade a essa prova. Isso pode ser muito importante em futuras investigações, procedimentos administrativos ou até mesmo processos judiciais — frisa Vanele. Muitos dos casos relatados em escolas também viram processos judiciais, após famílias recorrerem a Conselhos Tutelares ou fazerem denúncias ao Ministério Público. A Justiça do Rio também tem recebido um número crescente de processos via MP. Vanessa Cavalieri, juíza do Tribunal de Justiça do Rio e criadora do protocolo Eu Te Vejo, sobre como lidar com violências entre crianças e adolescentes, orienta: — O ideal é que a primeira tentativa da família seja resolver no âmbito do contato com escola onde está acontecendo. Então, qualquer adulto que tenha conhecimento de uma situação de bullying deve procurar a direção da escola, relatar a situação e pedir providências. A magistrada diz ainda que uma das soluções para resolver os conflitos da relação interpessoal entre os adolescentes pode ser via justiça restaurativa, que prioriza o diálogo entre a vítima, o perpetrador do bullying e a comunidade. O procedimento não é compulsório. Ele busca deixar pais e adolescentes vítimas das violências à vontade para terem seu tempo de reconciliação ou optar por outros caminhos. — Se a escola tiver mínima capacitação técnica de mediação de conflito e de práticas restaurativas, costumo propor se faça a prática restaurativa, um círculo de construção da paz, um círculo de reparação do dano — diz Vanessa Cavalieri. Registros de bullying no Rio têm alta — Foto: Fonte: ISP
Bullying e cyberbullying: saiba como fazer registros formais ou denúncias
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