As câmeras digitais estão protagonizando uma improvável retomada de vendas pela primeira vez desde o surgimento do iPhone, à medida que consumidores da Geração Z rejeitam a perfeição ultraprocessada das fotos de smartphone.

As remessas de câmeras independentes (não integradas a celulares) mais que dobraram em cinco anos, chegando a US$ 5,5 bilhões em 2025, segundo a Camera & Imaging Products Association, com jovens consumidores comprando dispositivos que frequentemente custam mais do que um smartphone.

As câmeras digitais estão no ponto ideal de uma onda retrô entre os consumidores mais jovens. Muitos querem turbinar suas redes sociais com fotos únicas, ao mesmo tempo em que encontram refúgio na intencionalidade livre de distrações oferecida por dispositivos independentes.

O boom de vendas trouxe um alívio muito necessário após uma década sombria para os fabricantes de câmeras, já que o surgimento dos smartphones reduziu um mercado que atingiu o pico de 121 milhões de unidades vendidas em 2010 para apenas 7,7 milhões em 2023, antes de subir para 9,4 milhões no ano passado.

Mas a recuperação do setor está em risco devido à alta desenfreada de preços, enquanto permanece a incerteza sobre se o boom é uma moda passageira ou reflete uma rejeição duradoura à onipresença dos smartphones e ao conteúdo gerado por IA.