Marius Borg Høiby, de 29 anos, também foi considerado culpado por maus-tratos, ameaças e infrações de trânsito em caso que abalou a monarquia do país nórdico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marius Borg Høiby, filho da princesa consorte da Noruega, Mette-Marit — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 05:20 Filho de Princesa da Noruega é Condenado por Estupros e Crimes Marius Borg Høiby, filho da princesa consorte da Noruega, foi condenado a quatro anos de prisão por dois estupros, maus-tratos, ameaças e infrações de trânsito, em um caso que sacudiu a monarquia norueguesa. O tribunal de Oslo o absolveu de outras duas acusações de estupro. O julgamento destacou sua vida de excessos, e ele admitiu transporte de drogas e ameaças. O escândalo abalou a imagem da família real, já envolta em controvérsias anteriores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um tribunal de Oslo condenou nesta segunda-feira Marius Borg Høiby, filho da princesa consorte Mette Mairt da Noruega, a quatro anos de prisão após considerá-lo culpado por dois estupros e absolvê-lo de outras duas acusações do mesmo tipo. O caso abalou a monarquia do país nórdico e expôs publicamente a vida marcada por excessos do jovem de 29 anos. Além dos dois estupros — um deles cometido em 2018 na residência oficial de sua mãe e do príncipe herdeiro —, a condenação inclui maus-tratos reiterados contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito. Filho de um relacionamento anterior da princesa Mette-Marit antes de seu casamento com o príncipe Haakon, Høiby respondia a 40 acusações e poderia ser condenado a até 16 anos de prisão. Sem cargo oficial nem profissão definida, ele sempre negou as acusações mais graves: os estupros de quatro mulheres que, segundo a acusação, não tinham condições de oferecer resistência, além dos maus-tratos recorrentes contra uma ex-namorada. Por motivos de saúde não especificados, Høiby, que está em prisão preventiva desde fevereiro, não compareceu à leitura da sentença, acompanhando a audiência por videoconferência a partir da prisão. O Ministério Público havia pedido uma pena de sete anos e sete meses de prisão, enquanto a defesa solicitava sua absolvição nas acusações de estupro e uma condenação de um ano e meio pelos demais crimes. — É natural considerar recorrer das condenações pelos crimes graves pelos quais ele foi considerado culpado e que não reconheceu — declarou nesta segunda-feira uma de suas advogadas, Ellen Holager Andenæs. Por sua vez, o promotor Sturla Henriksbo classificou a pena como "longa e severa, proporcional à gravidade dos crimes". — Acredito que este veredicto representa uma vitória para o nosso sistema judiciário, pois demonstra que ninguém está acima da lei, independentemente de quem seja ou da família à qual pertença — afirmou à AFP. Høiby admitiu parte das acusações, como o transporte de 3,5 quilos de maconha, lesões corporais e ameaças. 'Regime de terror' O julgamento, realizado entre 3 de fevereiro e 19 de março, trouxe à tona detalhes sobre a trajetória de Høiby, que passou a fazer parte da esfera pública aos três anos de idade, quando sua mãe iniciou o relacionamento com Haakon, herdeiro do trono norueguês. — Sou conhecido principalmente por ser filho da minha mãe, não por outra coisa. Por isso, tive uma necessidade extrema de reconhecimento durante toda a minha vida — declarou no segundo dia do julgamento: — E isso se traduziu em muito sexo, muitas drogas e muito álcool. Segundo a acusação, os estupros ocorreram entre 2018 e 2024, após festas nas quais Høiby havia consumido álcool e entorpecentes. Em cada caso, após relações sexuais inicialmente consentidas, teriam ocorrido outros atos ilegais quando as mulheres aparentavam estar dormindo. O debate judicial concentrou-se no estado de consciência das supostas vítimas e naquilo que Høiby poderia perceber no momento dos fatos. Em sua argumentação final, o promotor Sturla Henriksbo descreveu o réu como alguém "que acredita que tudo lhe é permitido". Apesar de suas explicações confusas e de falhas de memória, Høiby insistiu que não tinha "o hábito de manter relações sexuais com mulheres dormindo". Ele também denunciou a pressão da mídia, que, segundo afirmou, o transformou em "um monstro", "alvo do ódio de toda a Noruega". O caso veio à tona em 4 de agosto de 2024, quando Høiby foi preso sob suspeita de ter agredido sua companheira na noite anterior, em um bairro nobre de Oslo. A imprensa divulgou, na ocasião, uma fotografia mostrando uma faca cravada na parede e uma luminária quebrada no chão. Outra mulher, a influenciadora Nora Haukland, afirmou posteriormente ter sido vítima de violência física e psicológica, vivendo sob um "regime de terror", segundo a acusação. Durante o julgamento, Høiby reconheceu que o ciúme podia fazê-lo perder o controle. Foi durante a análise de seus telefones e computadores que os investigadores encontraram vídeos que, segundo eles, documentavam os estupros. Embora Høiby não integre oficialmente a família real, o caso contribuiu para enfraquecer o apoio da opinião pública à monarquia norueguesa, que, ainda assim, permanece relativamente elevado. O episódio soma-se a outros escândalos envolvendo a realeza, como as revelações sobre a correspondência trocada entre Mette-Marit e o criminoso sexual Jeffrey Epstein entre 2011 e 2014, quando o financista americano já havia sido condenado por solicitar serviços de prostituição de uma menor. A princesa, de 52 anos e portadora de uma doença pulmonar incurável, viu seu estado de saúde se deteriorar significativamente nos últimos meses, a ponto de os médicos a incluírem em uma lista de espera para um transplante de pulmão. Princesa consorte Mette-Marit da Noruega surge com cateter nasal de oxigênio em evento público — Foto: AFP
Filho da princesa consorte da Noruega é condenado a quatro anos de prisão por estupro e outros crimes
Marius Borg Høiby, de 29 anos, também foi considerado culpado por maus-tratos, ameaças e infrações de trânsito em caso que abalou a monarquia do país nórdico










