Terceiro maior artilheiro da história da seleção iraniana ficou fora da lista final em meio a controvérsias políticas e acusações de proximidade com adversários do país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sardar Azmoun, do Irã — Foto: Reprodução/X RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 05:26 Exclusão de Sardar Azmoun da Copa de 2026 agita cenário político iraniano Sardar Azmoun, conhecido como "Messi iraniano" e terceiro maior artilheiro da seleção do Irã, ficou de fora da Copa de 2026. Sua exclusão não foi por lesão, mas por controvérsias políticas, incluindo críticas ao regime iraniano e uma foto com o governante de Dubai. A ausência de Azmoun ocorre em meio a tensões diplomáticas e dificuldades enfrentadas pela seleção iraniana para participar do torneio nos EUA. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quando Gianni Infantino prometeu que faria de tudo para garantir a presença do Irã na Copa do Mundo de 2026, muitos imaginavam que o principal desafio seria fazer a seleção atravessar barreiras diplomáticas e chegar aos Estados Unidos em meio a um cenário de guerra. O presidente da Fifa conseguiu cumprir a promessa. Mas houve alguém que ficou para trás. O atacante Sardar Azmoun, um dos maiores jogadores da história recente do futebol iraniano, não embarcou para a Copa. Aos 31 anos, o terceiro maior artilheiro da história da seleção do Irã viu escapar a oportunidade de disputar aquele que provavelmente seria seu último Mundial. E, ao contrário do que muitos poderiam imaginar, sua ausência não foi causada por lesão nem por problemas de visto. Para parte da imprensa iraniana, a explicação está ligada a questões políticas. Azmoun é um dos nomes mais populares da história recente do futebol do país. Com passagens por clubes como Zenit, Bayer Leverkusen e Roma, chegou a ser apelidado por torcedores de "Messi iraniano" e construiu uma trajetória que o transformou em símbolo de uma geração. Nos últimos anos, porém, o atacante passou a se envolver em temas que ultrapassam o futebol. Em 2022, foi um dos jogadores mais conhecidos a se manifestar publicamente após a morte de Mahsa Amini, caso que desencadeou protestos em todo o Irã. Na época, Azmoun declarou que aceitaria até mesmo ser excluído da seleção caso fosse o preço a pagar por defender as mulheres iranianas. — Na pior das hipóteses, serei expulso da seleção nacional. Sem problema. Eu sacrificaria isso por um fio de cabelo de uma mulher iraniana — escreveu. Mais recentemente, outro episódio gerou repercussão. Em janeiro, o atacante publicou uma fotografia ao lado do governante de Dubai, xeque Mohammed bin Rashid Al Maktoum. O gesto provocou críticas de setores ligados ao regime iraniano, especialmente após o agravamento das tensões entre Irã e Emirados Árabes Unidos. Segundo veículos locais, integrantes da Guarda Revolucionária chegaram a questionar publicamente a postura do jogador e seu silêncio diante dos conflitos recentes envolvendo o país. Oficialmente, a Federação Iraniana nunca confirmou que razões políticas motivaram sua ausência. Quando anunciou a pré-lista para a Copa do Mundo, a justificativa apresentada foi um problema físico. As declarações posteriores de Azmoun, porém, sugeriram que havia algo além disso. — O treinador não me convocou. Tenho muitas coisas para dizer, mas agora não é o momento — afirmou ao portal Varzesh3. A ausência ganha ainda mais peso pelo contexto da Copa. O Irã enfrentou semanas de turbulência para participar do torneio. Integrantes da delegação tiveram dificuldades com vistos, mudanças logísticas foram necessárias e a seleção chegou aos Estados Unidos cercada por tensões políticas. Enquanto companheiros como Mehdi Taremi, Ali Alipour e Shahriyar Moghanloo iniciam a caminhada da Team Melli na Copa, o atacante acompanha tudo à distância. Em entrevista recente, desejou sucesso aos colegas e afirmou acreditar que eles são capazes de cumprir o papel que seria seu.
'Messi iraniano' fica fora da Copa após polêmicas políticas e críticas ao regime do país; entenda
Terceiro maior artilheiro da história da seleção iraniana ficou fora da lista final em meio a controvérsias políticas e acusações de proximidade com adversários do país










