Com De Bruyne, Courtois e Lukaku ainda como pilares, belgas estreiam contra o Egito após ciclo conturbado internamente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Kevin De Bruyne (à esquerda) e Romelu Lukaku em treino da seleção belga — Foto: DIRK WAEM / Belga / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 23:17 Bélgica na Copa: Renovação e Experiência sob Rudi Garcia A Bélgica chega à Copa do Mundo menos pressionada, com uma equipe renovada e estrelas como De Bruyne, Courtois e Lukaku ainda como pilares. Após um ciclo conturbado sob o comando de Domenico Tedesco, Rudi Garcia assume a seleção, apostando na experiência de medalhões, mas reconhecendo o time como azarão. A estreia contra o Egito ocorre em Seattle, onde o clima mais ameno pode beneficiar os belgas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Copa do Mundo começou e, enquanto a bola rola, os fãs de futebol se perguntam: “Por onde anda a geração de ouro da Bélgica, que eliminou o Brasil em 2018?”. Um dos destaques daquela equipe, Eden Hazard já pendurou as chuteiras. Por outro lado, estrelas como Kevin De Bruyne, Thibaut Courtois e Romelu Lukaku seguem no time. O trio ainda chama a atenção em uma seleção que se renovou neste ciclo — a média de idade é de 27,2 anos. Desta vez fora dos holofotes e menos pressionados do que nas últimas três edições — pararam na fase de grupos em 2022 —, os belgas estreiam contra o Egito hoje, às 16h (de Brasília), em Seattle, nos Estados Unidos. O local do jogo pode parecer mero detalhe, mas com a onda de calor, que virou motivo de preocupação neste Mundial — as seleções de Espanha e Alemanha têm usado coletes tecnológicos de gelo nos treinamentos —, a Bélgica não terá tanto com o que se preocupar. Situada na Costa Oeste dos Estados Unidos e próxima ao Canadá, Seattle não costuma registrar temperaturas tão elevadas — a previsão para o horário da partida varia entre 27 e 29 graus. — É assim que funciona, e temos que nos adaptar (ao calor). Também tenho que dizer que tivemos sorte por treinar em Seattle, onde o calor não deve ser tão intenso. Será importante terminar em primeiro no grupo porque, assim, poderemos ficar lá até as oitavas de final. Claro, se conseguirmos avançar — disse o técnico Rudi Garcia ao jornal italiano Gazzetta dello Sport. Sem favoritismo Com passagens por Napoli-ITA, Lyon-FRA e Roma-ITA, Garcia tem a oportunidade de comandar uma seleção pela primeira vez na Copa. O treinador francês reconhece que a Bélgica não está entre as favoritas ao título e que é, sim, um dos azarões. Destaque da Bélgica, Kevin De Bruyne ao lado do treinador francês Rudi Garcia — Foto: JOHN THYS / AFP Rudi assumiu o cargo no início de 2025, após a saída conturbada do alemão Domenico Tedesco, que colecionou problemas fora do campo — que acabaram se refletindo dentro dele. A crise no relacionamento do alemão com os jogadores ficou evidente com o afastamento de Courtois da seleção por quase dois anos. Ao voltar a defender seu país após a chegada de Garcia, o goleiro confirmou que uma das brigas aconteceu quando o antigo comandante não lhe deu a braçadeira de capitão em uma partida em que De Bruyne não estava presente, em 2023. — Garcia é um grande líder, sabe como construir uma equipe e formar um grupo forte. Já Tedesco era um treinador jovem (40 anos atualmente) tentando provar que estava pronto para esse nível, mas promoveu mudanças demais em pouco tempo. Com isso, muitos dos jogadores mais experientes se sentiram perdidos, sem entender bem a dinâmica da equipe — explica o jornalista belga Alexandre Braeckman, do site RTL. Além de garantir o retorno de Courtois, Garcia bancou a convocação para a Copa do também veterano Lukaku, que praticamente não teve uma sequência de jogos após sofrer lesão grave na coxa esquerda durante a última pré-temporada. No período em que esteve fora do campo, o centroavante realizou parte do processo de recuperação na Bélgica, o que gerou desgaste com a diretoria do Napoli. Apesar de Lukaku ter marcado na vitória por 2 a 0 sobre a Croácia, em amistoso às vésperas do Mundial, Garcia afirmou que ele não será titular contra o Egito por “ser preciso ter cuidado com a sua utilização”. Ao contrário do centroavante, Courtois e De Bruyne devem começar jogando, embora também tenham enfrentado problemas físicos nesta temporada. — Estamos otimistas porque temos grandes jogadores, mas seguimos com os pés no chão. Sabemos que podemos fracassar se começarmos a achar que somos bons demais — completa Braeckman.