Técnico Rudi Garcia tenta conciliar a geração atual, de nomes como Trossard e Tielemans, aos remanescentes de peso que restaram na equipe 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bélgica eliminou Senegal e EUA no mata-mata da Copa com grandes atuações — Foto: Luke Hales / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 10/07/2026 - 13:00 "Bélgica Mescla Experiência e Juventude na Copa do Mundo 2026" A Bélgica vive um momento de renovação na Copa do Mundo 2026, conciliando veteranos como Courtois e De Bruyne com jovens talentos como Tielemans e Trossard. Após uma fase de grupos instável, a equipe mostrou força com viradas sobre Senegal e goleada contra os EUA. O técnico Rudi Garcia aposta na mistura de experiência e juventude para enfrentar a Espanha, apesar de desfalques importantes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Bélgica apresentou várias faces nesta Copa do Mundo 2026. As imagens mais recentes são positivas, com a virada épica sobre o Senegal na segunda fase e a goleada nos Estados Unidos nas oitavas de final, o que faz crescer a confiança para encarar a Espanha, às 16h de hoje, em Los Angeles. Porém, o mesmo time que apresenta viés de alta e fez até dancinha para provocar o presidente americano Donald Trump vivia um ambiente bem conturbado até poucos dias atrás. Melhores momentos Estados Unidos x Bélgica A sucessão da geração de ouro belga não tem mantido o alto nível de outrora. Hoje, os jogadores que encabeçam o futuro da equipe são o meia Youri Tielemans e os atacantes Leandro Trossard e Jérémy Doku. Todos, porém, passam longe de ser superestrelas. Assim, um quarteto de veteranos ainda marca presença no grupo convocado por Rudi García: o goleiro Thibaut Courtois, ainda titular absoluto, os meias Kevin de Bruyne e Axel Witsel, e o atacante Romelu Lukaku. Os belgas passaram com dificuldade na liderança do Grupo G. Foram cinco pontos, após empates contra Egito e Irã e uma goleada sobre a frágil Nova Zelândia, na última rodada. O desempenho coletivo ficou aquém do esperado, e isso se refletiu no primeiro tempo do jogo de mata-mata contra o Senegal, que abriu 2 a 0 no placar. A virada para 3 a 2, com gols de Lukaku e Tielemans na reta final, e outro do meia nos acréscimos da prorrogação, de pênalti, virou a chave — mas não sem dores de cabeça. — As pessoas se enganaram sobre nós. O jogo contra o Egito não foi tão ruim assim; contra o Irã, não conseguimos marcar, mas também não jogamos mal. Eles ficam sentados dizendo que nos falta ritmo... E nas outras partidas, mais abertas, nos saímos bem — disse Courtois. Atritos superados Titulares na partida, De Bruyne e Doku foram substituídos com dez minutos do segundo tempo, e o atacante — que gerou debate por ter viajado à Inglaterra no meio da Copa para acompanhar o nascimento do filho — mostrou irritação. Em campo, Tielemans e Trossard tiveram um desentendimento e precisaram ser separados pelos companheiros. Todos os assuntos foram relevados pelo técnico francês Rudi Garcia após a classificação. — Vocês precisam pensar em uma coisa: o treinador não é contra o jogador que sai. É a favor do que entra, quer melhorar o time. Eu só procuro melhorar minha equipe e colocar jogadores que possam acrescentar algo — ponderou Garcia, antes de falar sobre a discussão de seus atletas. — Eu gosto disso. Significa que temos uma equipe viva. Trossard e Tielemans são muito importantes. Precisamos dessa determinação em campo. A vitória serviu para oxigenar a Bélgica, que, enquanto se preparava para encarar os anfitriões EUA, foi surpreendida com o caso Folarin Balogun. O atacante americano teve uma suspensão por cartão vermelho anulado pela Fifa após interferência do presidente Donald Trump. A equipe saiu mais forte após a goleada por 4 a 1, mas não foi só a motivação da polêmica. Garcia também fez mudanças. Rudi Garcia, treinador francês da Bélgica, em coletiva na Copa do Mundo — Foto: Paul ELLIS / AFP Pela primeira vez no torneio, nem De Bruyne nem Doku foram titulares — o atacante entrou na reta final do jogo, e o meia nem foi acionado. Garcia decidiu barrar as estrelas para poder ter privilégio físico contra um adversário que aplicaria muita intensidade. A estratégia surgiu efeito, e os belgas jogaram como se estivessem em casa. — Tivemos uma reunião quando recebemos a notícia (da liberação de Balogun), e dissemos que teríamos que responder em campo — admitiu Tielemans em declarações reproduzidas pela agência de notícias AFP. — Ficamos com muita raiva e muita vontade de começar bem a partida, algo que estava faltando a nós. Tielemans e Trossard discutem no jogo entre Bélgica e Senegal, e Lukaku intervém — Foto: ALEX GRIMM / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP O confronto contra a favorita Espanha será o teste definitivo para saber se a maré mudou na Bélgica ou se o projeto precisará ser mais bem desenvolvido nos próximos quatro anos. Mesmo tendo apenas um jogo como titular, Lukaku é o artilheiro da equipe na Copa, com três gols. A mistura de juventude e experiência começou a ganhar sinais de uma transição controlada neste momento. A principal baixa para hoje será a do meia Amadou Onana, que sofreu uma ruptura do ligamento cruzado do joelho direito e ficará afastado dos gramados por longo tempo. Outro que continuará de fora é o zagueiro Zeno Debast. O jogador de 22 anos foi poupado dos primeiros quatro duelos por estar se recuperando de lesão e, mesmo relacionado na última partida, voltará a ser desfalque, pois o Sporting, clube em que atua, vetou sua participação, contrariando o laudo médico belga, o que gerou um protesto formal da federação dos Diabos Vermelhos.