Investidores reduziram as apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve (Fed) neste ano após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra, movimento que aliviou preocupações com a inflação ao derrubar os preços do petróleo. Dados da ferramenta CME FedWatch mostram que a probabilidade de uma elevação dos juros em dezembro caiu para cerca de 50%, ante mais de 70% na semana passada. A atenção dos mercados agora se volta para as decisões de política monetária desta semana, quando Fed, Banco do Japão e Banco da Reserva da Austrália anunciarão suas taxas de juros. A expectativa predominante é de que o Fed mantenha os juros entre 3,5% e 3,75% na quarta-feira (17). O foco, porém, estará no comunicado e na entrevista coletiva do presidente da instituição, Kevin Warsh, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária. “As negociações sobre alguns pontos do acordo ainda continuam, mas os bancos centrais certamente respiram mais aliviados por enquanto, já que os riscos inflacionários parecem estar diminuindo, e não se tornando o cenário principal”, afirmou Prashant Newnaha, estrategista sênior de taxas da TD Securities, em Cingapura. Na Austrália, o banco central deve manter os juros em 4,35% na terça-feira (16). Já o Banco do Japão é amplamente esperado para elevar sua taxa básica para 1%, o maior nível em 31 anos, além de sinalizar disposição para novos ajustes em meio às pressões inflacionárias.