O americano Dylan Alverson estava no meio de gás lacrimogêneo e granadas de atordoamento, na rua congelada onde Alex Pretti foi morto a tiros por agentes de imigração em janeiro. Foi quando teve a ideia do que ele mais tarde chamou de "uma decisão de negócios absurda". Ele decidiu parar de cobrar pela comida no Modern Times, o café no sul de Minneapolis que administra há 15 anos.

"Pelo restante da ocupação governamental, funcionaremos como um restaurante gratuito e a partir de doações", escreveu nas redes sociais, dois dias após o tiroteio. A intenção original da mudança era deixar de pagar impostos sobre vendas a um governo que, segundo ele, estava "infligindo danos diários ativos a seus cidadãos". O restaurante com sistema "pague-o-que-quiser" também ganharia um novo nome: Post Modern Times.

A decisão de Alverson surgiu em um momento de resistência local intensa e amplamente divulgada à Operação Metro Surge, que trouxe 3.000 agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos e provocou agitação generalizada em Minnesota no inverno passado.

Mais surpreendente, porém, foi o que se seguiu nas semanas e meses seguintes. O Post Modern Times prosperou, mesmo com o número de clientes que não pagam pela comida oscilando entre 40% e 50%.