Fundação sediada na Holanda apresentou projeto de restauração ecológica entre as inovações do evento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O climatologista Carlos Nobre, Ben Valks, da Fundação Black Jaguar, e Constance Malleret, jornalista freelancer do jornal Thee journalist, The Guardian, no Web Summit Rio 2026 — Foto: Paul Devlin/Divulgação/Web Summit via Sportsfile RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 19:18 Fundação Black Jaguar destaca projeto de reflorestamento no Rio Web Summit 2026 A Fundação Black Jaguar, sediada na Holanda, destacou-se no Rio Web Summit 2026 com seu projeto de reflorestamento do Corredor de Biodiversidade do Rio Araguaia, que abrange 1 milhão de hectares com 1,7 bilhão de árvores nativas. Integrando ciência e inclusão social, o projeto busca soluções sustentáveis para a Amazônia, apesar de ainda não explorar créditos de carbono, focando na filantropia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A restauração ecológica vem marcando presença nas discussões globais sobre clima, desenvolvimento e futuro. A presença de instituições como a Fundação Black Jaguar no Rio Web Summit 2026, que foi realizado nesta semana na capital fluminense, sinaliza como esse tema também está na fronteira da inovação hoje no mundo. A fundação sediada na Holanda e que opera no Brasil lidera um projeto de reflorestamento do Corredor de Biodiversidade do Rio Araguaia, que corta quatro estados das regiões Norte e Centro-Oeste, em 1 milhão de hectares (equivalentes a 10 mil quilômetros quadrados) restaurados com o plantio de 1,7 bilhão de árvores nativas. O projeto integra ciência e inclusão social de comunidades locais e conta com o aval do climatologista Carlos Nobre, que vem se dedicando à Amazônia há 43 anos, norteia o projeto sob o de vista científico. O climatologista Carlos Nobre fala sobre projeto da Black Jaguar Foundation no Web Summit Rio 2026 — Foto: Nelson Almeida/AFP -- Buscamos soluções sustentáveis para Amazônia e a Black Jaguar é muito importante nessa direção – declarou o professor titular da cátedra clima e sustentabilidade da Universidade de São Paulo e presidente do painel científico da Amazônia, na última quinta-feira, último dia do Web Summit Rio. O que a mineração tem a ver com o futuro da IA? Tudo, diz líder de empresa que inova no setor O Corredor de Biodiversidade do Araguaia estende-se por mais de 2.600 km de comprimento e 40 km de largura (área total 10,4 milhões de hectares) às margens do rio Araguaia e parte do rio Tocantins – conectando dois dos mais importantes biomas do mundo: a Floresta Amazônica e o Cerrado. Ben Valks, Founder & CEO, Black Jaguar Foundation, speaking at Creative Summit during day three of Web Summit Rio 2026 at Riocentro in Rio de Janeiro, Brazil. Photo by — Foto: Paul Devlin/Divulgação/Web Summit via Sportsfile Bem Valks, CEO da Black Jaguar Foundation, explicou que agora a Black Jaguar está construindo um segundo hub, um segundo centro de restauração, 350 km adiante do inicial, mas na mesma região do Araguaia: -- Estamos expandindo a área, que vai ser 2 vezes o tamanho que temos hoje, envolvendo cerca de 2 milhões de árvores nativas. Porque temos já 1 bilhão de árvores nativas replantadas. E precisamos de pessoas para produzir as mudas – explica Valks, que a participação da sociedade local no desenvolvimento do projeto é fundamental. Diogo Ferraz e Castro, diretor de parcerias e Head de chefe de arrecadação de fundos da Black Jaguar, apresentou mais detalhes do projeto, ressaltando a relevância de levar o tema ao conhecimento do público da conferência. -- Nosso esforço de restaurar essa árera às margens do Rio Araguaia representa somente 8% do que é a meta brasileira para esse tema. A Black Jaguar está há pouco mais de uma década pivotando esse projeto e estamos na sétima temporada de plantio. O instituto faz a gestão da cadeia de valor de restauração ecológica de ponto a ponto. Ele continua: Somos uma organização brasileira, trabalhado com pessoas locais, comunidades tradicionais, que ocupam esse território integrando uma nova cadeia produtiva de restauração ecológica numa área muito impactada pelos efeitos da nossa crise climática — detalhou. Indagado se o mercado de crédito de carbono estaria dentro do escopo do trabalho desenvolvido pela Black Jaguar no Corredor do Araguaia, Diogo Ferraz e Castro explica que, por ora, a fundação não considera a possibilidade. -- Atualmente a Black Jaguar não faz nada associado a crédito de carbono, apesar de ser qualificada como “implementadora de projetos”. Nosso projeto é movido por filantropia, focado exclusivamente na implementação de restauração ecológica. A Black Jaguar está habilitada. Com a nossa metodologia proprietária de restauração ecológica, poderíamos nos enquadrar perfeitamente nos modelos de ARR (Aflorestamento, Reflorestamente, Revegetação, na silga em inglês) de geração de crédito de carbono. — Dominamos a técnica de restauro ecológico há uma década, mas a dificuldade é conseguir organizar um acordo com os desenvolvedores de crédito carbono e os participantes dessas esferas. Existe um desequilíbrio entre a expectativa desses modelos financeiros com o que a realidade de implementação de floresta no solo, pois falamos de gestão de comunidade, acesso a áreas remotas, logística e operação dentro da floresta. Muitas vezes essas iniciativas chegam até nós propondo um valor de restauro ecológico irreal. Oferecem 20% do que seria o custo para restauro ecológico. E, sem inclusão social participativa, seria o que chamamos de “jardinagem”. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú.
Black Jaguar leva a biodiversidade do Corredor do Araguaia ao Rio Web Summit
Fundação sediada na Holanda apresentou projeto de restauração ecológica entre as inovações do evento
Black Jaguar refloresta 1M ha do Araguaia com 1,7B árvores nativas, integrando ciência e comunidades. Financiada por filantropia (não explora carbono-credits), representa 8% da meta brasileira, sinalizando oportunidade de scaling em biodiversidade.









