Ex-treinador do Liverpool critica uso das paradas para exibição de publicidade e alerta para risco ao 'espírito do jogo' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jurgen Klopp, ex-técnico do Liverpool — Foto: Oli Sarff/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 18:21 Jurgen Klopp critica pausas comerciais na Copa do Mundo 2026 Jurgen Klopp criticou duramente as pausas para hidratação na Copa do Mundo de 2026, alegando que o futebol se tornou "refém de executivos em escritórios com ar-condicionado". O ex-treinador do Liverpool e atual diretor global de futebol da Red Bull questiona o propósito dessas pausas, que coincidem com intervalos comerciais e comprometem o espírito do jogo. Klopp alerta que o futebol corre o risco de se tornar secundário frente à publicidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Jurgen Klopp fez duras críticas às novas pausas para hidratação adotadas na Copa do Mundo de 2026 e afirmou que "o futebol virou refém de executivos instalados em escritórios com ar-condicionado”. As declarações do ex-treinador do Liverpool foram dadas à emissora alemã ZDF. Atualmente diretor global de futebol da Red Bull, o alemão não poupou críticas à FIFA pela decisão de incluir as pausas em cada tempo das partidas. Para Klopp, é preciso questionar o verdadeiro propósito dessas interrupções, que coincidem com os intervalos comerciais das transmissões de TV. — Quando vi os jogadores parados durante uma pausa para o calor, enquanto os horários da televisão ditavam o ritmo do jogo, não pude deixar de me perguntar: a quem a Copa do Mundo realmente serve? Aos torcedores? Aos jogadores? Ou aos anunciantes? — questionou. Desde o início do Mundial, a maioria das emissoras tem aproveitado esses momentos para exibir publicidade. Em um caso específico, na partida de abertura entre México e África do Sul, os jogadores precisaram aguardar para reiniciar o jogo porque a emissora americana Fox ainda transmitia um bloco comercial. Para Klopp, essas interrupções comprometem a essência do esporte. — Uma partida de Copa do Mundo deveria fluir como um rio. Em vez disso, estamos construindo barragens no meio do caminho para que os anúncios possam passar. Isso é perigoso para o espírito do jogo — alertou. O treinador encerrou com um apelo e demonstrou preocupação com o rumo que o futebol pode tomar. — O futebol era a atração principal, mas corre o risco de se tornar apenas a trilha sonora de um espetáculo publicitário. Espero que o futebol não se transforme em uma interrupção entre os comerciais — lamentou.