O oncologista Paulo Hoff acompanha há 16 anos a trajetória do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. Professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e diretor da Divisão de Oncologia Clínica do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), ele participou da criação da premiação em 2010 e preside a edição deste ano.

Segundo Hoff, a iniciativa nasceu pouco depois da inauguração do instituto. O objetivo era celebrar pessoas que tivessem desempenhado papel relevante no desenvolvimento da oncologia no Brasil, como médicos, cientistas, gestores públicos e outros profissionais envolvidos no tratamento do câncer.

O prêmio homenageia Octavio Frias de Oliveira (1912-2007), publisher da Folha de 1962 a 2007.

Com o passar dos anos, a láurea foi ampliada para contemplar também pesquisas científicas e projetos de inovação tecnológica.

"Começamos a premiar trabalhos que representassem pesquisas relevantes feitas por brasileiros e, depois, surgiu a categoria de inovação, voltada a linhas de pesquisa promissoras para futura incorporação ao tratamento do câncer", diz.