Estrutura milionária inaugurada em 2010, centro de pesquisa e desenvolvimento de categorias de base impulsiona bons resultados do país nos últimos anos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A Academia Mohammed VI, no Marrocos — Foto: AKAA / Cemal Emden / Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/06/2026 - 01:01 Academia Mohammed VI Impulsiona Sucesso do Futebol Marroquino A Academia Mohammed VI, inaugurada em 2010 e custando 13 milhões de euros, é um pilar crucial no crescimento do futebol marroquino. Localizada em Salé, a academia é um centro de excelência para jovens atletas, combinando educação e esportes. O Marrocos colhe os frutos desse investimento, alcançando semifinais de Copas do Mundo e títulos no sub-20, enquanto enfrenta críticas internas por gastos públicos elevados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Semifinalista da última Copa do Mundo, sendo o primeiro time africano a chegar nesta fase, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, campeão da Copa Africana de Nações — título disputado na Corte Arbitral do Esporte com o Senegal —, potência do futebol do continente e sede (junto a Espanha e Portugal) do Mundial na próxima edição, o Marrocos, rival do Brasil hoje à noite, vive um momento de ascensão sem precedentes em seu futebol. Parte desse momento é simbolizada por uma estrutura fruto de alto investimento: a Academia de Futebol Mohammed VI, na cidade de Salé. Na época, orçada em 13 milhões de euros. A estrutura de 9 mil metros quadrados, cinco edifícios e seis campos principais foi inaugurada em 2010 pelo rei local, fã de futebol que a nomeia, e concebida como um centro integral de pesquisa e desenvolvimento de futebol no país, com atuação esportiva e educacional focada nas categorias de base. É a principal de um conjunto de vários centros semelhantes espalhados pelo país. A Academia Mohammed VI, no Marrocos — Foto: AKAA / Cemal Emden / Divulgação A Academia Mohammed VI, no Marrocos — Foto: AKAA / Cemal Emden / Divulgação Campeão no sub-20 Por lá, jovens até 18 anos se reúnem (e moram) para se formar nos estudos e como atletas, num espaço projetado também para a socialização e o fortalecimento do senso de comunidade. A Academia Mohammed VI, no Marrocos — Foto: AKAA / Cemal Emden / Divulgação Na Academia são feitas ainda as operações da rede de captação de talentos internacionais que podem representar Marrocos no futuro, uma estratégia que cresceu exponencialmente entre outras seleções de médio porte nos últimos anos e virou central para os marroquinos — dos 26 convocados para esta Copa do Mundo, 19 nasceram fora do país. Destaques da equipe, o lateral-direito Hakimi e o meia Brahim Díaz, por exemplo, nasceram na Espanha, mas optaram por defender a seleção africana por meio de dupla nacionalidade. Lamine Yamal, hoje craque da seleção da Espanha, também foi procurado pelos marroquinos no início de sua carreira internacional. Hakimi e Brahim nasceram na Espanha, mas defendem Marrocos — Foto: ANGELA WEISS / AFP O investimento nas categorias de base rendeu uma das maiores conquistas do futebol do país no ano passado, a Copa do Mundo sub-20, no Chile. Em campanha que teve vitória sobre o Brasil na fase de grupos (2 a 1), a equipe eliminou Coreia do Sul, Estados Unidos, França e Argentina, das oitavas à final, respectivamente. — O desenvolvimento do futebol de Marrocos se baseia em uma abordagem em três frentes: estrutura, talento e estafe bem qualificado. Minha federação e eu estamos certos de que esses três elementos devem funcionar para que tudo se desenvolva adequadamente — explicou Fouzi Lekjaa, presidente da Real Federação Marroquina, em workshop no último Mundial. Protestos no país O meia Gessime Yassine, do Strasbourg-FRA, que disputará a Copa deste ano, é o representante desse elenco campeão. Mas a maior “herança” da conquista é mesmo o comandante: o técnico Mohamed Ouahbi. Outro filho da diáspora marroquina, o profissional de 49 anos, que nasceu na Bélgica, recebeu a responsabilidade de comandar a equipe há apenas três meses, após Walid Regragui, treinador na campanha histórica do Mundial do Catar, pedir demissão. Mohamed Ouahbi, técnico da seleção de Marrocos — Foto: Leonardo MUNOZ / AFP Para além do desafio em curto prazo, ele terá a missão de comandar uma equipe que não chega mais como zebra e vive uma expectativa completamente diferente. Sob o comando de Regragui, Marrocos era um time que se adaptava às propostas das partidas e tinha qualidade para definir jogadas de forma mais pragmática. Com essa característica e com a aplicação defensiva, derrubou potências como Espanha e Portugal, parando apenas na França. O desenvolvimento esportivo marroquino, porém, não é unanimidade no país. No ano passado, protestos das camadas mais jovens da população contra a má qualidade de serviços públicos, principalmente, também miraram os gastos, considerados excessivos (projetados acima dos R$ 30 bilhões), com a Copa do Mundo de 2030.
Conheça a Academia Mohammed VI, um dos pilares do investimento do Marrocos para virar potência no futebol
Estrutura milionária inaugurada em 2010, centro de pesquisa e desenvolvimento de categorias de base impulsiona bons resultados do país nos últimos anos











